23 de novembro de 2014

ENSAIO COM ISOTERÁPICO DE NICOTINA PARA O TRATAMENTO DO TABAGISMO

Título: Ensaio Clínico duplo cego, randomizado, para avaliar os resultados do tratamento isoterápico do tabagismo, em voluntários adultos tabagistas da cidade de São Paulo[1].


Autor
: BAROLLO, CR[2]


Co-autores
: BIGNARDI, FAC[3]; DÈCOURT, I; GARBI, SM[4]; GUTIERREZ, M[5]; HUBNER, V; MIGLIOLI, JR; OLIVEIRA, A; RAMOS, MFP; RIMOLI, MF [6].


Instituição
: NEPH – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia - UNIFESP


Delineamento
: Ensaio clínico visando o tratamento isoterápico do tabagismo.


Objetivos
: testar a eficácia da isoterapia no tratamento do tabagismo.


Resumo
: O aumento do uso de substâncias psicoativas nas últimas décadas em nosso meio, especialmente, entre crianças e adolescentes, vem sendo cada vez mais alvo de preocupação dos órgãos responsáveis pela saúde pública. Os procedimentos na abordagem do problema devem basear-se nas evidências científicas disponíveis e nas revisões sistemáticas da literatura, deixando aberta, portanto, a possibilidade de aplicação de métodos não convencionais de tratamento dessas doenças, desde que baseados em evidências científicas e na revisão bibliográfica. Neste sentido, o NEPH elaborou e conduziu uma pesquisa com o uso da isoterapia para o tratamento do tabagismo, visando a desintoxicação e eliminação dos sintomas causados pela dependência de nicotina. Os autores descrevem a metodologia utilizada e avaliam os resultados de ensaio clínico duplo cego, randomizado, com a utilização de três isoterápicos diferentes, em voluntários adultos tabagistas da cidade de São Paulo. Foi realizado, inicialmente, um estudo piloto duplo cego, randomizado, com o uso de Nicotine[7] dinamizada, por um período de 2 meses, em voluntários adultos tabagistas da população geral da cidade de São Paulo; a seguir, foi realizado estudo clínico duplo cego, randomizado, com a utilização de três isoterápicos diferentes, em voluntários adultos tabagistas de uma empresa da cidade de São Paulo. Os autores também discutem os resultados do tratamento de tabagistas por um período de 18 meses, com Nicotine dinamizada, em um grupo de voluntários adultos que participaram anteriormente do ensaio piloto.



I. Introdução




O consumo de álcool, tabaco e outras drogas está presente em todos os países do mundo, e as complicações clínicas e sociais, incluindo o aumento da violência, causadas pelo consumo dessas substâncias são bem conhecidas atualmente. Por esse motivo, o aumento do uso de substâncias psicoativas nas últimas décadas em nosso meio, especialmente, entre crianças e adolescentes, vem sendo cada vez mais alvo de preocupação dos órgãos responsáveis pela saúde pública, educação e assistência social, bem como de toda sociedade brasileira.



As pesquisas na área da Psiquiatria, da Psicologia Experimental e da Neurobiologia, tentam identificar os elementos psico-biológicos que contribuem para alterar o equilíbrio dos mecanismos do prazer, dando origem à drogadição que, ligada a alterações na estrutura e funções cerebrais, se caracteriza como uma doença cerebral (1).



A discussão sobre drogas psicoativas inevitavelmente desemboca na questão da dependência e se essa dependência é física e/ou psicológica. Os sintomas físicos que surgem quando o usuário pára de consumir a droga (síndrome de abstinência), caracterizam a dependência física. A dependência química, caracterizada pela busca e consumo compulsivo da droga, é um distúrbio crônico e recorrente; as recaídas da drogadição são a norma e raramente ocorre abstinência definitiva após uma única tentativa de tratamento.



Considera-se um bom resultado terapêutico a redução do consumo da droga, intercalada com longos períodos de abstinência. Muitos acham que este seja um padrão razoável de sucesso terapêutico, tal como em outras doenças crônicas, quer dizer, apenas o controle da doença sem a sua cura definitiva. Devemos ainda considerar num projeto deste tipo, que o usuário de drogas muitas vezes não o é de uma droga apenas, senão de várias que se reforçam; daí a necessidade de se trabalhar com o conceito de poliabuso (1).



Inicialmente, o uso de drogas é voluntário, mas com o uso prolongado algo parece sensibilizar o cérebro e o indivíduo entra em estado de dependência química. Por outro lado, o tratamento com preparações não moleculares parece atuar dessensibilizando o organismo às substâncias tóxicas. Os procedimentos na abordagem do problema devem basear-se nas evidências científicas disponíveis e nas revisões sistemáticas da literatura, deixando aberta, portanto, a possibilidade de aplicação de métodos não convencionais de tratamento.



Além do tratamento com medicamentos, o formulário social mais freqüentemente recomendado no tratamento do paciente adicto ambulatorial é o programa das doze etapas; tais programas são combinados freqüentemente com psicoterapia como nos alcoólicos anônimos (AA) ou nos narcóticos anônimos (NA). Entretanto, nosso trabalho estará focado apenas no tratamento medicamentoso.



O CREMESP – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo - e a AMB – Associação Médica Brasileira – desenvolveram com a colaboração de especialistas de várias instituições médicas e de pesquisas na área, as diretrizes para o atendimento e tratamento das doenças causadas por drogas psicoativas, um importante instrumento de referência para o desenvolvimento de um trabalho terapêutico nessa área (10), norteando parte deste trabalho.



O tabagismo ativo e passivo constitui-se atualmente em um dos mais graves problemas mundiais de Saúde Pública e individual; o consumo diário de cigarros atinge cerca de 20% da população paulista. O uso do tabaco é capaz de provocar dependência decorrente da ação da nicotina. Estima-se que 60% dos que fumam por mais de 6 semanas, deverão continuar a fumar por mais 30 anos e que 30 a 50% das pessoas que iniciam o uso do tabaco tornam-se dependentes (10).



II. Justificativa para a Isoterapia com Ultradiluições




A Isoterapia (terapêutica que utiliza o princípio da igualdade) tem inúmeras aplicações tanto na medicina convencional (por ex.: as vacinas), como no tratamento de intoxicações com soluções não moleculares. Já existem evidências científicas suficientes da eficácia da utilização da isoterapia, usando-se de medicamentos diluídos e dinamizados, na desintoxicação de substâncias e metais tóxicos, e na dessensibilização a alimentos ou medicamentos (2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19).



Segundo Dallarés (11): “O abuso de certas drogas, às vezes de uso cotidiano e socialmente aceitas como o café ou de drogas maiores como a heroína, pode provocar a impregnação do organismo que impede a reação do mesmo ao medicamento de fundo (homeopático). Neste caso a administração do tóxico em alta dinamização clareia o quadro e melhora a capacidade de resposta ao medicamento indicado”.



A aplicação da Isoterapia pode ser efetivada segundo os seguintes critérios (11):

· Homeopático, prescrevendo-se segundo o princípio dos semelhantes;

· Como profilático, nos casos de exposição a substâncias tóxicas;

· Como antídoto da ação de um agente tóxico.



Um dos métodos de tratamento convencional de primeira linha do tabagismo é a terapia de reposição de nicotina (10), sob a forma de adesivos ou goma de mascar, caracterizando um tratamento isoterápico de reposição, mas com doses ponderais farmacologicamente ativas.



III. Objetivos


· Verificar a eficácia do tratamento isoterápico diante do tabagismo, com a finalidade de “dessensibilizar” o cérebro e interromper o círculo vicioso da abstinência e dependência.

· Comparar a eficácia de três isoterápicos diferentes no tratamento do tabagismo.

· Comparar a eficácia de diferentes dinamizações.



IV. Metodologia



4.1 Farmacotécnica de preparação dos medicamentos

Os medicamentos foram preparados de acordo com os métodos descritos na Farmacopéia Homeopática Brasileira II, tanto para as formas farmacêuticas derivadas como para as formas farmacêuticas de dispensação, utilizando-se como ponto de partida:

· Nicotine laboratorial: nome químico:([_]-1-Metil-2-[3-pyridyl]-pirrolidina), CAS: 54-11-5; grau de pureza: 98-100%. Origem: Sigma Chemical Co. Método: trituração em escala centesimal até a potência 3CH; a potência 4CH foi preparada em solução hidroalcoólica a 20% (p/p) e as demais potências intermediárias e de estoque foram preparadas em solução hidroalcoólica a 70% (p/p).

· Isomake específico e total: preparados especiais em aparelho que força a passagem a fumaça de incineração do fumo através do filtro e pela solução hidroalcóólica a 70% (p/p), até a saturação. Esta solução é considerada o ponto de partida para as demais dinamizações, que foram preparadas em solução hidroalcoólica a 70% (p/p).

· Placebo: foram preparados em frascos contendo solução hidroalcoólica a 30%(p/p).





4.2 Desenvolvimento

O trabalho foi desenvolvido no período de fev/2004 a dez/2005, em 3 etapas e locais diferentes:

a) Estudo Piloto realizado de fev. a mai./04, com Nicotine laboratorial, nas dinamizações 12 e 30CH. Todos os participantes receberam o medicamento em gotas, na posologia de 5 gotas 2 vezes ao dia, sem dinamização antes de cada tomada. O ensaio clínico foi cego e randomizado, com cross-over, em 67 fumantes voluntários, divididos em 3 grupos:

· 1º grupo recebeu medicamento na dinamização 12 CH durante 4 semanas (cross-over com placebo inicialmente durante 4 semanas);

· 2º grupo recebeu medicamento na dinamização 30CH durante 4 semanas (cross-over com placebo posteriormente durante 4 semanas);

· 3º grupo recebeu medicamento placebo de solução hidro-alcoólica, durante 8 semanas.



b) Ensaio Clínico realizado de ago. a dez/2004, com três isoterápicos diferentes, na dinamização 30CH. Todos os participantes receberam o medicamento em gotas, na posologia de 5 gotas 2 vezes ao dia, sem dinamização antes de cada tomada, durante 8 a 12 semanas. O ensaio clínico foi cego e randomizado, com 61 fumantes voluntários, funcionários de uma empresa da cidade de São Paulo, divididos em 4 grupos:

· 1º grupo recebeu medicamento Nicotine laboratorial na dinamização 30CH;

· 2º grupo recebeu isoterápico dinamizado preparado a partir de Isomake da fumaça da marca de cigarro utilizada pelo voluntário;

· 3º grupo recebeu medicamento isoterápico dinamizado preparado a partir de Isomake -Total da marca de cigarro utilizada pelo voluntário;

· 4º grupo recebeu medicamento placebo de solução hidro-alcoólica.



c) Ensaio Clínico prospectivo de tratamento de tabagistas, realizado de jun/04 a dez/05, com Nicotine laboratorial nas dinamizações 15 e 30CH. Os participantes desta etapa foram os voluntários que participaram do Estudo Piloto e aceitaram o convite de participação na pesquisa de tratamento em longo prazo.



4.3. Critérios de Inclusão (específico para cada etapa)

a) Pessoas que atenderam ao convite pela imprensa escrita, na faixa etária de 18 a 60 anos, consumidores de 20 cigarros ou mais ao dia, não portadores de doenças graves, sem uso regular de medicamentos e que não tomavam medicamentos regularmente, sem antecedentes neurológicos ou psiquiátricos, não usuários de medicamentos homeopáticos ou de outros medicamentos não moleculares, nem de acupuntura ou florais.

b) Pessoas que atenderam ao convite de participação, na faixa etária de 18 a 60 anos, consumidores de 5 cigarros ou mais ao dia, não portadores de doenças graves, sem uso regular de medicamentos, sem antecedentes neurológicos ou psiquiátricos, não usuários de medicamentos homeopáticos ou de outros medicamentos não moleculares, nem acupuntura ou florais. Os voluntários foram selecionados a partir de questionário especifico de Critérios de Inclusão/Exclusão (anexo 8), que foi aplicado após palestra de esclarecimento.

c) Participantes do Estudo Piloto, com resposta favorável ao uso de Nicotina, e que se mostraram interessados em continuar o tratamento.



4.4 Fluxograma

As duas etapas iniciais incluíram: consulta inicial com preenchimento de questionário padrão (anexo 1), história clínica completa, e retornos em 4, 8 e 12 semanas (anexo 2).



4.5 Locais de Atendimento (diferente em cada etapa)

a) Centro de Estudos do Envelhecimento – EPM - UNIFESP

b) Ambulatório Médico da empresa parceira

c) Ambulatório da Associação Paulista de Homeopatia



4.6 Instrumentos de avaliação utilizados

· Ficha de Observação Semanal (anexo 3), para anotação das eventuais alterações clínicas observadas durante o período.

· Ficha de Acompanhamento de Avaliação da Síndrome de Abstinência (anexo 4).

· Questionário de Tolerância de Fagerström (anexo 6), para avaliação da gravidade da dependência à nicotina, na primeira consulta e nos 2 retornos previstos.



Nas três etapas, todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento livre e esclarecido (anexo 5). Os médicos que participaram da pesquisa ficaram responsáveis pelos voluntários que atenderam, no caso de intercorrências. Todos os voluntários receberam por escrito (anexo 7), as recomendações sobre como tomar e conservar o medicamento, que foi fornecido gratuitamente.



Para o acompanhamento da evolução da Síndrome de Abstinência da Nicotina, foram utilizados os seguintes parâmetros:

· Perturbações Psicológicas: humor disfórico, insônia, irritabilidade, frustração ou raiva, ansiedade, inquietação, dificuldade de concentração;

· Perturbações Físicas: freqüência cardíaca diminuída, aumento do apetite ou ganho de peso, obstipação intestinal.



5. Resultados



Os resultados das três etapas serão apresentados separadamente, uma vez que as metodologias utilizadas foram parcialmente diferentes.



a) Estudo Piloto



Tabela 1. Distribuição segundo sexo x tempo de tabagismo x número de cigarros diários, em voluntários da população da cidade de São Paulo, em 2004.



Voluntários

Sexo

Masc. %
Fem. %
Total %
Nº de cigarros/dia



até 20
5 38,5
8 61,5
13 19,4
21 a 30
8 27,6
21 72,4
29 43,3
30 ou +
16 64,0
9 36,0
25 37,3
Total
39 51,0
38 49,0
67 100
Tempo de fumante



< 10anos
1 100
0 0,0
1 1,5
10 a 20 anos
4 40,0
6 60,0
10 14,9
> 20 anos
24 42,9
32 57,1
56 83,6
Total
29 43,3
38 56,7
67 100



A idade dos participantes variou de 25 a 60 anos, com predominância da faixa etária de 40 a 60 anos (82%). O tempo de fumante variou de 10 a 45 anos, com 83,6% dos pacientes fumando há 20 anos ou mais. Nos resultados do Questionário de Fagerström não houve diferença significativa.



Tabela 2. Distribuição dos voluntários segundo medicamento e potência, em voluntários da população da cidade de São Paulo, em 2004.




























Voluntários
Medicamentos


1º Grupo
Placebo / 12 CH
2º Grupo
30CH / Placebo
3º Grupo
Placebo / Placebo
Nº
%
Inicial - 67 (100%)
22
(32,8%)
23
(34,4%)
22
(32,8%)





Nº
%
Desistentes – 28
(41,8%)
7
(31,8%)
11
(47,8%)
10
(45,5%)

sem retorno
3
5
6

após 1º retorno
Inalterado 3
Inalterado 5
Inalterado 1


Diminuição
da vontade 1
Diminuição da vontade 1
Diminuição da vontade 3





Nº
%
Final - 39
(58,2%)
15
(38,4%)
12
(30,8%)
12
(30,8%)

1º retorno
Inalterado 5
Inalterado 4
Inalterado 2
Nº
%

Diminuição do nº
de cigarros 10 (66,6%)
Diminuição do nº
de cigarros 8 (66,6%)
Diminuição do nº
de cigarros 9 (75%)


-
-
Aumento do nº
de cigarros 1

2º retorno
Inalterado 3
Inalterado 4
Inalterado 2


Manutenção do nº cigarros 9
Manutenção do nº cigarros 5
Manutenção do nº cigarros 3


-
-
Diminuição
do nº de cigarros 2


Retornaram ao nº anterior de cigarros 2
Retornaram ao nº anterior de cigarros 3
Retornaram ao nº anterior de cigarros 4


Aumento do nº
de cigarros 1
-
Aumento do nº
de cigarros 1





Como se pode observar, 75% dos voluntários diminuíram o número de cigarros/dia no grupo Placebo/Placebo, muito semelhante ao resultado obtido com o medicamento nas duas potências utilizadas. No piloto, portanto, não se observou uma diferença significativa entre os três grupos de voluntários. Na Tabela 1, observa-se que 80,6% dos voluntários fumavam mais de 20 cigarros/dia e 83,6% fumavam há mais de 20 anos, sinalizando uma provável maior dificuldade de controle do hábito de fumar. Por este motivo, foi iniciada a etapa 3 do estudo, cujos resultados apresentamos abaixo.



b) Ensaio Clínico

Começamos esta etapa com uma palestra sensibilizadora e de esclarecimento dos objetivos e procedimentos da pesquisa, para os funcionários de uma empresa de São Paulo, após divulgação interna. Nessa palestra foi distribuída a todos os ouvintes a Ficha de Inscrição (anexo 8), que foi preenchida por 93 interessados em participar da pesquisa.



Após o recebimento das inscrições, procedeu-se à seleção dos participantes, obedecendo aos critérios de inclusão pré-estabelecidos. Os funcionários foram então, avisados sobre o dia e horários do início do tratamento, no dia 28/08/04, no ambulatório médico da empresa. Compareceram 61 voluntários ou 65,6% dos inscritos, e 6 não preenchiam os critérios de inclusão.



A idade dos participantes variou de 24 a 59 anos, com predominância da faixa etária de 30 a 50 anos (82%). O tempo de fumante variou de 5 a 55 anos, com 26,2% dos pacientes fumando há de 20 anos. Nos resultados do Questionário de Fagerström não houve diferença significativa.





Tabela 3. Distribuição segundo sexo x tempo de tabagismo x número de cigarros diários, em voluntários de empresa da cidade de São Paulo, em 2004.



Voluntários

Sexo

Masc. %
Fem. %
Total %
Nº de cigarros /dia



até 20
15 46,8
17 53,2
32 52,4
21 a 30
13 50,0
13 50,0
26 42,6
30 ou +
2 66,0
1 34,0
3 6,0
Total
30 50,5
31 49,5
61 100
Tempo de fumante



< 10anos
2 33,3
4 66,7
6 9,8
10 a 19 anos
18 46,1
21 53,9
39 64,0
20 a 29anos
7 53,9
6 46,1
13 21,3
30 e + anos
3 100
0 0,0
3 4,9
Total
30 50,5
31 49,5
61 100





Tabela 4: Distribuição dos voluntários segundo tipo de isoterápico, em voluntários trabalhadores de uma empresa na cidade de São Paulo, em 2004.



Voluntários
Nº %
Sexo


M %
F %
Interessados após palestra de sensibilização
93 100
47 50,5
46 49,5
Impedidos pelos critérios de inclusão
6 6,4
1 16,6
5 83,4
Não foram ao atendimento
26 28,0
15 57,7
11 42,3
Inciaram o tratamento
61 65,6
31 50,5
30 49,5
Desistiram do tratamento
22 36,0
11 50,0
11 50,0
Continuaram o tratamento até o final
39 64,0
20 51,3
19 48,7
Grupos



1. Nicotina
10 25,6
4 40,0
6 60,0
Inalterados
5 50,0


Diminuíram o nº cigarros ou pararam de fumar
5 50,0


2 e 3. Isoterápico
15 38,5
8 53,0
7 47,0
Inalterados
8 53,0


Diminuíram o nº cigarros ou pararam de fumar
7 47,0


4. Placebo
14 35,9
8 57,1
6 42,9
Inalterados
7 50,0


Diminuíram o nº cigarros ou pararam de fumar
7 50,0





Os resultados do uso de Isomake específico e Isomake total foram considerados juntos em um único grupo; como se pode observar, não houve diferença significativa nos resultados obtidos nos três grupos avaliados. Atribuímos o grande número de desistências durante a pesquisa à falta de interesse na pesquisa, à grande dificuldade de disciplina durante o tratamento e à ineficácia da medicação em alguns casos.







c) Ensaio Clínico Prospectivo

O estudo foi realizado com voluntários tabagistas adultos, que participaram do Piloto e aceitaram o convite para participar desta etapa. Aceitaram participar, inicialmente, 23 voluntários; destes, 5 desistiram após a primeira consulta e uma paciente faleceu de Infarto do Miocárdio após um mês de tratamento, que não atribuímos ao uso da Nicotine dinamizada (paciente era fumante de 40 cigarros /dia há mais de 30 anos).



A idade dos participantes desta etapa variou de 41 a 60 anos, o tempo de fumante variou de 20 a 44 anos e o número de cigarros no início do tratamento variou de 20 a 40 cigarros / dia. Portanto, tratava-se de uma população de fumantes inveterados e com alto grau de tolerância à Nicotina – Questionário de Fagerström inicial de alto grau em 70% dos voluntários.



Tabela 5: Distribuição dos voluntários submetido a tratamento de longo prazo com Nicotine dinamizada, no período de jun./04 a dez./05, em São Paulo.



Tratamento / Resultado

18 meses
12 meses
6 meses
4 meses
Total
Parou de fumar

0
1
0
1
2
Diminuiu o nº de cigarros e manteve
2
0
2
1
5
Diminuiu enquanto tomava o medicamento
0

0
2

2
Inalterados

1
2
4
1
8
Total

3
3
8
3
17



Dos 17 pacientes restantes: 3 se mantiveram no tratamento durante 18 meses, 3 durante 12 meses, 8 durante 6 meses e 3 durante 4 meses.



Duas pacientes solteiras e solitárias que fizeram 12 e 18 meses de tratamento, diminuíram temporariamente o número e o teor de nicotina dos cigarros, mas voltaram ao hábito anterior porque o “cigarro é a minha companhia”.



Alguns pacientes (9 em 17 – 53%) manifestaram intolerância como “gosto ruim do cigarro, enjôo ao fumar, aversão ao cigarro ou saturação no final do dia”, mas continuavam a fumar por ansiedade. Outros (11 em 17 – 65%) manifestaram diminuição da dependência como “diminuiu a fissura ou a vontade de fumar” e também continuaram a fumar por ansiedade.



Não observamos sintomas patogenéticos em nenhum dos pacientes que tomaram medicamento diariamente, até mesmo naqueles que tomaram por 12 ou 18 meses. Em duas pacientes foi relatado aumento de peso durante o tratamento e uma paciente referiu melhora total da obstipação crônica.



Dos dois pacientes que pararam de fumar: uma paciente parou já no Piloto com Nicotine 12 CH e manteve-se sem fumar por mais 8 meses, com diminuição progressiva da vontade de fumar até suspensão do tratamento e manteve-se sem fumar, apesar do marido, também participante desta etapa, continuar a fumar da mesma forma; o outro paciente, parou de fumar lentamente ao longo de 12 meses, tomando Nicotine 30CH, com doses crescentes de até 7 gotas 4 vezes ao dia, sinalizando uma possível necessidade de doses e freqüências maiores para inibir o hábito de longo prazo.



6. Comentários



Dada a complexidade e multifatorialidade do fenômeno do tabagismo, algumas inadequações metodológicas e alguns fatores externos inesperados influenciaram nos resultados, nas três etapas:

a) Estudo Piloto

· Na randomização, as potências 12CH e 30CH não foram distribuídas aleatoriamente nos grupos Placebo-Medicamento e Medicamento-Placebo, portanto as duas potências não são comparáveis;

· O método do cross-over talvez não seja adequado a experimentos homeopáticos, devido ao efeito “residual” do medicamento homeopático, ou seja, após o estímulo vital o efeito do medicamento pode continuar atuando sobre o organismo.

· Os medicamentos 12CH, 30CH e placebo ficaram juntos na caixa, com possibilidade de “contaminação informacional”, e o placebo pode ter recebido a informação como tem sido observado por alguns pesquisadores (Porto, 1998).

· Não se pode deixar de considerar o efeito rapport ou da consulta, difícil de ser mensurado;

· Durante a realização do Piloto, alguns voluntários não puderam ser recontatados, dificultando o convite para continuação do tratamento, responsável por um grande número de desistentes (41,8%).

· Como pudemos observar no Ensaio Clínico de longo prazo, o tempo de tratamento é importante, principalmente em se tratando de fumantes inveterados como foi nosso caso.

· O número inicial de voluntários em pesquisas que envolvam dependência química, deve ser inicialmente pelo menos 50% maior do que a amostra desejada, devido à dificuldade de adesão nesse tipo de doença, o que pode levar a um grande número de desistências.



b) Ensaio Clínico

· Embora a pesquisa tenha sido realizada em ambiente empresarial, teoricamente com maior possibilidade de controle dos comparecimentos, o número de desistentes ainda foi muito grande (36%).

· A empresa já tem um programa de controle e tratamento do tabagismo.

· A faixa etária dos voluntários que se interessaram em participar da pesquisa foi menor do que na etapa anterior, portanto muito jovens e pouco motivados a parar de fumar.

· O tempo de fumante dos voluntários também era menor que no estudo piloto, portanto os fumantes apresentavam menos sintomas decorrentes do hábito de fumar.

· Falha de comunicação interna na empresa, na lembrança dos dias de atendimento, contribuiu para a baixa aderência ao tratamento. Confiamos na comunicação interna da empresa e que falhou.

· Nesta etapa, os medicamentos foram transportados em caixas diferentes e separadamente até o local de atendimento, na tentativa de corrigir a possibilidade de “contaminação informacional”.

· O estudo de quatro variáveis (três isoterápicos diferentes e placebo) prejudicou a amostragem ao final, pois os grupos ficaram muito pequenos, dificultando a avaliação dos resultados (n insuficiente).



c) Ensaio Clínico Prospectivo

· Nesta etapa não foi constituído um grupo controle, o que prejudica, de certa forma, a avaliação científica dos resultados. Também neste grupo tivemos cerca de 30% de desistência do tratamento.



Nas três etapas, o Questionário de Fagerström mostrou-se insuficiente para mensurar pequenas alterações no hábito de fumar, como mudanças no teor de nicotina do cigarro (vários pacientes mudaram para marcas com menor teor) e a diminuição da porcentagem de cada cigarro fumado (vários pacientes passaram a fumar 2 ou 3 tragadas de cada cigarro).



Foi observado crescimento de cabelos em 4 pacientes calvos, durante o uso da Nicotine, mantido mesmo após a suspensão do medicamento; este fenômeno deverá ser melhor estudado futuramente, para a avaliação da eficácia do uso do medicamento para tratamento da calvície. Não foi observada síndrome abstinência em qualquer dos participantes, nem naqueles que pararam de fumar e nem naqueles que diminuíram o número de cigarros.



A baixa adesão ao tratamento, nas três etapas, embora os pacientes tenham sido esclarecidos que o fator tempo de tratamento poderia fazer a diferença, deve-se a vários fatores, que pudemos constatar:

· Multifatorialidade do hábito de fumar: por ansiedade, por dependência física e psicológica, como estimulante social e por prazer.

· A ansiedade, nos três grupos estudados, mostrou-se a causa fundamental do hábito de fumar na grande maioria dos voluntários (86,3%).

· O fumar como comportamento social para “fazer parte do grupo” mostrou-se particularmente importante na faixa etária de 20 a 35 anos, contribuindo para a desistência do tratamento.

· O hábito de fumar associado ao hábito de beber, em alguns pacientes dificultou a continuidade do tratamento, especialmente na faixa etária de 20 a 35 anos.



7. Conclusões



Os resultados obtidos no Estudo Piloto e no Ensaio Clínico, mostram que a isoterapia isolada para tratamento do tabagismo, pelo menos durante um curto período de tempo, não foi eficaz para a abolição do hábito de fumar. A multifatorialidade envolvida no tabagismo demanda ações coordenadas e multiprofissionais, com constante motivação dos tabagistas para a continuidade do tratamento. Os voluntários que participaram da 1ª e 3ª etapas, eram indivíduos com hábito muito arraigado em sua rotina e que demandariam, portanto, um tempo maior de tratamento, talvez com a utilização de doses mais elevadas do que as que foram normalmente utilizadas (em geral, 5 gotas 3 vezes ao dia).



A utilização de placebo em ensaios clínicos com utilização de preparações não moleculares merece uma atenção especial. Autores como SHELDRAKE (1995) já abordaram o assunto do uso de placebo em pesquisas clínicas. No caso da pesquisa com ultra-diluições, em que existe a possibilidade de contaminação de campo eletromagnético, este questionamento se torna particularmente agudo. Sheldrake vem postulando, por meio de metodologia de pesquisa não convencional, a existência de campos morfogenéticos subjacentes aos fenômenos biológicos. Seriam campos de informação que organizariam a matéria viva e talvez a estrutura mineral. A preparação de ultradiluições poderia talvez conservar e transmitir essa informação através de propriedades particulares dos conglomerados de moléculas da água, convertendo-os em preparações potencialmente medicamentosas.



Não podemos deixar de ressaltar que o aumento progressivo das doses e da freqüência diárias, pelo menos em um paciente do Ensaio Clínico Prospectivo de longo prazo e que parou de fumar, em que chegamos a prescrever 7 gotas 4 vezes ao dia, contribuiu para a abolição da vontade de fumar. No Organon – parágrafo 248, Hahnemann diz “...damos uma ou progressivamente diversas doses de colher das de chá, em doença de longa duração, ... com êxito cada vez maior...”, e no parágrafo 280 “...a dose deve ser continuada, crescente, ... cura próxima através de aumento gradativo das doses ...”. (Hahnemann, 1995). Será necessário um aprofundamento do estudo para comprovar o fenômeno no caso do uso da Nicotine para tratamento do tabagismo.



Os resultados do ensaio clínico prospectivo, realizado no ambulatório da APH, sinalizam para o fato de que a Nicotina diluída e dinamizada pode ser eficaz nos casos em que o principal fator do hábito de fumar é a dependência química. Os resultados apontam ainda para o fato de que a diferença dos fatores que levam ou são preponderantes no hábito do tabagismo, podem fazer a diferença na utilização de métodos para seu controle. Existem vários tipos de tabagistas, com predominância de um ou outro fator, e os programas devem ser adequados a cada tipo.



Como conclusão final, podemos talvez afirmar que o tratamento com Nicotine diluída e dinamizada pode favorecer a redução da dependência do tabagismo, podendo ser útil como ferramenta auxiliar em Programas de Tratamento do Tabagismo, como mais uma das opções de tratamento geralmente colocadas à disposição dos usuários, quando associado a um trabalho multiprofissional; apresenta como uma grande vantagem o baixíssimo custo do medicamento (R$ 7,00 /mês) em comparação com os disponíveis na biomedicina (Bupropiona (Zyban®) R$ 176,00 / mês e Adesivos de Nicotina (Niquitin®) R$ 180,00/mês) e sem os efeitos colaterais destes; os pacientes diminuindo o número de cigarros lentamente e sem síndrome de abstinência.



O hábito de fumar é uma doença de comportamento complexo, com muitas variáveis envolvidas e que necessita do desenvolvimento de uma metodologia especial para ser avaliado em pesquisas com medicamentos diluídos e dinamizados. Como em muitos casos o fator predominante no hábito de fumar é a ansiedade, é preciso tratar o paciente em sua totalidade sintomática com um medicamento individualizado, a fim de contornar este obstáculo à eficácia do medicamento isoterápico.



A hipótese de que ação terapêutica da Nicotine diluída e dinamizada pudesse agir no mecanismo de recompensa do cérebro, transformando a sensação de prazer em desprazer, parece ter sido evidenciada em alguns casos. Serão necessárias novas pesquisas para comprovação, incluindo uma amostragem adequada de fumantes calvos, para comprovar a ação da Nicotine tratamento da calvície.



8. Bibliografia



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10. CREMESP-AMB – Usuários de Substâncias Psicoativas – Abordagem, Diagnóstico e Tratamento. Coord. Laranjeira, R. et al. São Paulo, 2002

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18. POTEVIN, B. – Las bases científicas de la Homeopatia. La Homeopatia de México, 14-21, sep./oct.1992.

19. SHELDRAKE, R –Sete experimentos que podem mudar o mundo, São Paulo, Cultrix, 1995.

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22. WURMSER, L. – Influence des doses infinitesimales sur la cinétique des eliminations. Doc. L.H.F., nº39, 1957.












[1] Projeto de Pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP / Hospital São Paulo, nº CEP 0082/04.
[2] Médica Homeopata, autora principal do trabalho, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutoranda do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/UNIFESP.
[3] Médico Homeopata, Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutorando do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/UNIFESP.
[4] Farmacêutica homeopata, responsável pela farmacotécnica do isoterápico total.
[5] Farmacêutica homeopata, responsável pela farmacotécnica do isoterápico de Nicotine e pela randomização dos medicamentos utilizados.
[6] Médicos homeopatas, membros do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP) e que colaboraram no trabalho.
[7] Nicotina laboratorial francesa, utilizada para preparar o medicamento para a pesquisa.

26 de setembro de 2014

Aspectos da Menopausa

A menopausa é o período da vida da mulher onde existe um envelhecimento dos ovários em relação ao resto dos órgãos.

 Na  menopausa há uma diminuição da quantidade de estrógenos circulantes no sangue.A queda dos estrógenos causam vários sintomas neurovegetativos que afetam mulheres após os 40 anos geralmente.
 Pode haver diminuição da concentração,depressão,ansiedade,agressividade exacerbada, fobias como mêdo de câncer e falta de confiança em si mesmo acarretando descontentamento com o seu corpo.
Fisicamente podemos constatar as chamadas ``ondas de calor``,sudorese,alterações no rítimo cardíaco como as extrassístoles e a taquicardia ,insõnia,dores articulares,etc.

Em geral há modificações importantes das mucosas,disfunção de esfíncteres musculares e a pele mais sêca.

O metabolismo sofre alterações que consistem no aumento do colesterol com diminuição do HDL(bom colesterol ) e elevação do LDL(mau colesterol).A reabsorção do cálcio fica prejudicada,há uma diminuição das proteínas estruturais. Há risco de doenças coronarianas,osteopenia ,osteoporose,artrose e obesidade.

A reposição de cálcio,vitamina D,exercícios fisicos e se necessário fitohormônios devem ser considerados, bem como a abolição do fumo e o consumo de alcoól e cafeína.







17 de agosto de 2014

STRESS

HOMEOPATIA E ESTRESSE
Por Minha Vida Publicado - Entrevista

Homeopatia é alternativa natural para tratar o estresse
Combinação de medicamentos pode ser utilizada para diminuir os sintomas.

Conhecida por tratar as causas, e não as doenças em si, a homeopatia tem sido cada vez mais procurada por pessoas que querem se livrar do estresse. "Cuidamos do indivíduo como um todo, não pensamos apenas em uma parte. A gente encara o estresse como um desequilíbrio da energia vital", explica o médico homeopata José Roberto Miglioli.

Para tratar essa desarmonia energética, o homeopata começa com uma conversa detalhada sobre o histórico de cada paciente. Algumas das perguntas feitas são sobre hábitos de vida, padrões de reações e comportamentos mentais. "Preciso saber se a pessoa é calorenta, se tem restrições alimentares, se toma muita ou pouca água, se tem traumas, se lembra dos sonhos, se tem consciência de como reage em determinadas situações do dia a dia e muitas outras coisas", conta Miglioli.

De acordo com ele, terapia costuma ajudar muito no processo. É frequente psicólogos encaminharem pacientes com estresse para homeopatas. Na sua avaliação, a maior contribuição das pessoas que vêm de tratamentos psicológicos é facilitar a definição do chamado medicamento de fundo.

O remédio de fundo, explica o especialista, é como se fosse um terno feito sob medida. "Pode-se dizer também que é a música da pessoa, é o que vai harmonizar a energia vital dela". O uso do medicamento de fundo não é feito em todas as linhas da homeopatia. Algumas utilizam um remédio para cada um dos sete pontos-chave do corpo, chamado de chacras pelos indianos. Outras adotam fórmulas que são complementares à de fundo. E há ainda quem receite uma preparação para cada patologia.

Mas Miglioli ressalta que, como todo homeopata é médico, utiliza-se todas as ferramentas da medicina para diminuir o sofrimento humano. "No caso de um surto psicótico, por exemplo, pode-se usar algum medicamento alopático. Eu tenho pacientes que tomam alopatia e homeopatia ao mesmo tempo", conta o profissional.

Em casos de estresse, além da medicação homeopática, são recomendadas mudanças no estilo de vida, como melhoria da alimentação e realização de exercícios físicos. Miglioli diz, porém, que não é positivo pedir muito dos pacientes. "O indivÍduo estressado quer resolver o problema dele no dia seguinte. Se começar a colocar um monte de empecilhos, a pessoa larga e vai para o psiquiatra tomar ansiolíticos e nunca vai mais sair disso".

                                                                                                                  Fonte: http://www.minhavida.com.br/




6 de maio de 2014

Sem duvida a homeopatia funciona...

Em nossa experiência como Clínico Geral e Homeopata não há dúvidas que a homeopatia funciona.

Parece que nos tempos atuais as pesquisas para invalidar o tratamento homeopático vem perdendo terreno e o que se vê são críticas sem fundamento que visam denegrir a homeopatia.

Vários ditos ''cientistas'' tem se manifestado contra a homeopatia, sem pelo menos se dar ao trabalho de estudar o assunto com mais profundidade.

Essas afirmações tendem a cair por terra a partir das experiências realizadas no Departamento de fisico-quimica da UNICAMP.

Leiam atentamente o texto abaixo encontrado no site da Dra Regina M.G.Dias:

   Comprovar que a água colocada em um campo magnético com outra substância passa a ter o mesmo efeito da tal substância era um desafio para pesquisadores e a esperança de muitos médicos homeopatas. O mérito desta conquista inédita no mundo é do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp). O professor do Instituto de Química da Unicamp, José Fernando Greogori Faigle, foi o responsável pela pesquisa.

   “A grande novidade é que, em vez de colocarmos apenas água nestes campos magnéticos, acrescentamos substâncias farmacológicas”.

   Com as pesquisas, que duram dez anos, foi comprovado cientificamente que soluções sem soluto (puras) apresentam os efeitos biológicos da mesma solução diluída em água. Esta descoberta contribui para a credibilidade do tratamento homeopático que utiliza medicamentos de origem animal, vegetal e mineral diluídos em água ou álcool.

   Para exemplificar, o professor cita a seguinte experiência: “Pegamos a substância atropina (colírio utilizado para dilatar a pupila dos olhos), pingamos nos olhos de animais de laboratório e obtivemos o mesmo efeito que ocorre com humanos. Em seguida, colocamos em um campo magnético um frasco de água e outro de atropina. Deixamos por algum tempo. Depois pingamos esta água que estava junto com a substância nos olhos dos animais. Os resultados apresentados foram os mesmos de quando colocamos a atropina pura”.

   Faigle ressalta que, do ponto de vista químico, a substância aplicada no animal era apenas água. “Pudemos concluir que, para produzir o efeito da atropina, bastou termos a água que esteve em contato com campos magnéticos”, observa. “Mas, como não existiu contato físico, ainda não conseguimos explicar o motivo pelo qual isto ocorre. Estamos trabalhando neste sentido.”
 
   Nos experimentos, a água não sofreu nenhuma alteração em sua composição. “Isto tem um peso muito grande. Nossa pesquisa pode trazer uma série de avanços para medicina. É uma conquista, pois estamos comprovando que o soluto realmente funciona, o que resulta em maior credibilidade para a homeopatia”, diz Faigle.

   O químico lembrou que novidades sempre trazem desconfianças. “Algumas pessoas são favoráveis, aceitam e apoiam a nossa pesquisa. Outras só acreditam quando vão ao laboratório e certificam-se dos experimentos. Isso é muito comum e faz parte. Não existem pesquisas e resultados se não houver questionamentos e opiniões controvertidas.”
           
   A médica especialista em homeopatia, Graciela Alícia Martinez, integrante da Comissão de Pesquisa da Associação Médica Homeopática Brasileira, disse que o processo de solução imagem (como é denominada a substância diluída em água, cuja molécula não apresenta a substância, mas causa o mesmo efeito) é utilizado de forma semelhante na homeopatia. O Aurum metallicum (ouro), por exemplo, é triturado até virar pó. Se diluído com açúcar de leite, torna-se pastilha e, em álcool, é formada a Tintura Mãe. A partir desta substância, o remédio homeopático é realizado.

   A médica citou alguns exemplos dos estudos da Unicamp. Foram formados dois grupos de coelhos de laboratório. No primeiro administraram estricnina pura – veneno letal, se utilizado em grandes doses, e estimulante do sistema nervoso central, quando aplicado de forma controlada. A substância provocou diversas reações nos animais, como batimento cardíaco acelerado. No segundo grupo foram administradas doses de estricnina que estiveram em contato com água, mas em termos de molécula não tinha mais o produto., era apenas H2O. “Quando administrada aos coelhos, os sintomas apresentados pelos animais foram os mesmos”, explica a especialista.

   Os pesquisadores trabalharam com outras substâncias farmacológicas, utilizando coelhos, ratos e cachorros, por exemplo. “Os estudiosos conseguiram provam cientificamente as alterações físico-químicas das substâncias e o efeito que as soluções tem nas moléculas. Foi criada uma polêmica: para conseguir efeito, não é necessária a presença das substâncias”, declara a médica.
 
   A pesquisa realizada pelo Instituto de Química foi apresentada no congresso “A Homeopatia no Século XXI”, em dezembro do ano passado. De acordo com o professor Faigle, o interesse de um palestrante italiano, Paolo Bellavite, professor da Universidade de Verona, foi tanto que ele solicitou algumas amostras do trabalho para serem testadas na Itália. “Estamos ansiosos, aguardando os resultados. Caso sejam positivos, esperamos o reconhecimento da seriedade da pesquisa”, anima-se Faigle.

   O médico homeopata Matheus Marin, um dos organizadores do congresso, disse que é necessário mudar o conceito de que a homeopatia funciona apenas de forma psicológica. Marin afirmou que esta é a primeira vez que uma universidade do porte da Unicamp abriu suas portas para a discussão do papel da Homeopatia, mostrando como a água pode reter informações de outras substâncias. “Costumam dizer que a Homeopatia não é ciência e esta perspectiva  está caindo por terra com pesquisas embasadas em estudos científicos.”
 
   Dentro do Instituto de Química são realizadas diversas pesquisas com linhas inéditas de estudo. “Esta água é apenas uma delas”, comenta Faigle. “O trabalho ainda não está terminado, acreditamos que sejam necessários mais alguns anos para aprimoramento dos estudos. Os pesquisadores sempre procuram dar o melhor de si em seus projetos”, adianta.

   A pesquisa realizada pelo Instituto de Química conta com apoio do Departamento de Farmacologia e Ciências Médicas da Universidade. Atualmente, alunos de pós-graduação em Química também estão oferecendo suas contribuições, mas o trabalho é coordenado por Faigle e mais dois pesquisadores.
                                                  Fonte: site da Dra Regina M.G.Dias Homeopatia e Medicina Ortomolecular 
                                                       

17 de março de 2014

Cannabis sativa

A Cannabis sativa, também conhecida como maconha, apresenta efeitos que variam segundo a sensibilidade de cada indivíduo.

No início do seu uso os olhos ficam vermelhos (hiperemia conjuntival) e a boca fica seca (xerostomia). Taquicardia, com frequências acima de 140 b.p.m, também pode ocorrer.

Quanto ao psiquismo, uma sensação de tranquilidade, relaxamento e vontade de rir ocorrem como sensações agradáveis. Tremores, angústia, perda da noção de espaço e tempo, diminuição da memória recente, dificuldade de concentração fazem com que alguns indivíduos peçam ajuda médica.

Claro que, como ja dissemos, os sintomas variam de pessoa para pessoa, e muitos usuários só apontam os lados ''positivos'' da substância, evitando falar na chamada ''má viagem''.

Com o uso contínuo da droga aparecem, muitas vezes, sintomas mais graves, como diminuição do nível do hormônio masculino, ocasionando oligoespermia e, consequentemente, esterilidade.Essa hipótese não é compartilhada por todos os pesquizadores. Como no tabagismo, quadro de bronquite crônica (relacionado a irritação crõnica dos brônquios) e o aparecimento de câncer de pulmão (devido ao alcatrão em teor muito maior do que o do cigarro) parecem estar confirmados em pesquisas recentes.

Ainda quanto aos sintomas mentais, o usuário crônico apresenta a vontade comprometida e perde a motivação para realizar qualquer coisa.

Quadros delirantes persecutórios, alucinações visuais e auditivas indicam que a maconha pode servir de ''gatilho'' para doenças psiquiátricas e, não raro, os primeiros sintomas aparecem em indivíduos que relatam seu uso.

São inúmeros os relatos de casos em que a maconha é apontada como porta de entrada para outras drogas mais pesadas. Alguns especialistas contestam essas afirmações, mas todos concordam que os danos existem e devem ser informados aos usuários.

12 de fevereiro de 2014

Alguns aspectos da matéria médica de plumbum

O chumbo tetraetila é um dos componentes do aditivo da gasolina.
O indivíduo de Plumbum é fatigado,deprimido,emagrecido e triste.
Tem dificuldade para expressar-se.
Face com extrema palidez,coloração amarelada.
Apresenta dores abdominais e prisão de ventre com fezes endurecidas.
Nevralgias e cãimbras aparecem comumente.

12 de janeiro de 2014

Alguns aspectos da Matéria Médica de Cadmium

Dissemos no artigo sobre minerais tóxicos que a intoxicação por Cádmio afetava os rins e o fígado.
Vejamos a seguir o que nos diz a matéria médica desse metal :
Vômitos biliosos , mucosos e negros como borra de café .Náuseas,queimação epigástrica,eructos salgados,dores em hipocôndrio direito,figado sensível,fezes gelatinosas,amareladas ou negras com odor fétido.
Dor cortante na região dos rins,urina suprimida e sanguinolenta.Urina com pus e sangue.
Sensação de ardor na uretra,com urina escassa.
Estes são aspectos  aparecem nas intoxicações e  indicam juntamente com outros sintomas esse medicamento dinamizado.

8 de dezembro de 2013

Matéria médica de Mercurius solubilis

Como havíamos dito anteriormente veremos alguns aspectos do indivíduo o qual Mercurius Solubilis deverá ser indicado como Remédio de Fundo.Vejam que alguns sintomas coincidem com os da intoxicação mercurial.
 Mentalmente é um indivíduo agressivo,desconfiado,mau humorado,irritável e irascível.Fala apressadamente e rápido indiferente a tudo.Descontente inclusive consigo mesmo.Ansiedade e depressão.sofre de nostalgia e chora involuntariamente que o melhora.
Pensa que esta ficando louco e vai morrer.Não reconhece seus parentes,intensa salivação com sensação de pedras na boca.
O tipo Mercurius tem facilidade para contrair afecções catarrais e reumatismos,hálito é fétido,transpiração noturna,ansiedade,agitação,impulsividade e precipitação.
Salivação abundante,lingua suja com uma saburra branca ou amarelada a lingua guarda a impressão dos dentes.Sede intensa de água fria e boca úmida.Gosto metálico na boca.
Irritação no nariz com ulceração.coriza irritante com cheiro de queijo velho,salva de espirros pior pela manhã.
Tosse produtiva de dia e seca a noite,expectoração amarelo-esverdeada.Sensação de dor na base do pulmão direito.
Dores nos ossos à noite.Sensação de frio e calor alternada.
Tenesmo vesical.Ardor  ao iniciar a micção.Polaciúria.
Febre com mãos quentes,calafrios e com as pontas dos dedos frias.
Diarréia  com evacuações aquosas esverdeadas,às vezes sanguinolentas pior à noite.Fraqueza extrema após as evacuações.
Apresenta agravação noturna pelo calor da cama..Não suporta temperaturas extremas e tem transpiração abundante que não lhe alivia.Melhora com o repouso.


20 de novembro de 2013

Minerais tóxicos

Considerados tóxicos o cádmio, o chumbo e o mercúrio são todos eles chamados de ''metais pesados'' Casos de intoxicação por cádmio foram verificados na Suécia e no Japão em 1930 e 1940 em uma fábrica de eletrodos que impregnava a atmosfera de pó de cádmio. No Japão os resíduos foram encontrados em algumas minas com contaminação fluvial. Nos dois casos os efeitos foram lesões nos rins e nos ossos. Os animais intoxicados acumulam esse metal nos rins e no fígado.
 As ostras também são particularmente vulneráveis a absorção do cádmio de águas poluídas. Os principais alimentos que devem ser evitados são: ostras, rins e fígado. Os alimentos naturais que contém cálcio, cobre ,ferro, vitamina D e zinco são a proteção contra o cádmio.

 A intoxicação pelo chumbo é ocasionada pela poluição dos escapamentos dos automóveis sendo que nesse caso os pulmões são afetados. A poluição pelo chumbo devida a canalizações antigas em casas também é comum. Outra causa importante é a solda de chumbo em latas de conservas. Os efeitos tóxicos muitas vezes não são detectados como poluição pelo chumbo , são eles: cefaleias, vertigens, irritabilidade ,insônias, astenia,espasmos musculares, e com a exposição intensa anemia pela inibição na formação dos glóbulos.

As medidas de prevenção muitas vezes incluem os fatores ambientais que devem ser observados pelos governos, a modernização dos encanamentos das casas com mais de 60 anos os cuidados com a alimentação que até certo ponto protege contra a absorção do chumbo e dos outros metais tóxicos.
As intoxicações pelo mercúrio ficaram famosas no Japão na região de Minamata ocasionada por peixes contaminados por mercúrio ,a formação de metil-mercúrio por fungicidas no tratamento de cereais e vários outros exemplos de poluição ambiental.O mercúrio concentra-se no fígado, rins sangue, medula ,intestinos, aparelho respiratório, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. A intoxicação aguda,  pode provocar  edema pulmonar, gosto metálico na boca, problemas renais, tremores, convulsões, sede, dor abdominal, vômito, diarreia, alucinações, irritabilidade, perda de memória, confusão mental, anormalidades nos reflexos, coma e óbito. Na pele pode surgir irritabilidade cutânea, edema e ulceras. Na exposição prolongada  pode ocorrer inflamação da gengiva, amolecimento dos dentes, inflamações das glândulas salivares, excesso de saliva, tremores, vertigem, rubor, irritabilidade, perda de memória, alucinações, perda do controle muscular, insônia, depressão, pesadelos e alterações na pele. O mercúrio pode atravessar também a barreira hematoencefálica e ter efeitos no sistema nervoso podendo levar à morte.
Se estudarmos as intoxicações pelos metais pesados acima veremos que muitos dos sintomas citados aparecem na Matéria Médica Homeopática como veremos oportunamente.

                                                                                                          Dr.José Roberto Miglioli