22 de setembro de 2015

A CONSULTA MÈDICA HOMEOPÁTICA




           




                     Perguntas a serem feitas pelo Médico:





1.    Em relação ao horário, que parte do dia, tarde, noite os seus sintomas aparecem?
2.      As mudanças climáticas, sol, vento, chuva, umidade, golpes de ar, lugares quentes e fechados influenciam os sintomas?
3.      Existe relação de movimento ou repouso com os sintomas. Eles pioram ou melhoram ao exercitar-se, no início do movimento, após mover-se, subindo, descendo?
Em pé, sentado, deitado, deitado de lado, agachado pioram ou melhoram os sintomas?
Observe os estímulos externos. O tocar, apertar, a claridade, os barulhos, música, conversa, odores; etc.
4.    Em relação às refeições, antes, durante, e após. Alimentos frios, quentes, engolir sólidos, líquidos, em seco. Desejos, aversões, e intolerância aos alimentos ácidos, gorduras, sal, salgados, doces, açúcar, vegetais, leite, ovos, carne, queijos, cebolas, álcool, café, chá, drogas, etc.
 Em relação à sede, qual a quantidade, freqüência, temperatura dos líquidos para beber;
5.    Observe seu sono. Tem dificuldades para dormir? Qual o tipo de sono? E o estado de humor, antes, durante, ao acordar, posição para dormir de lado,de bruços,de costas.Os sonhos,quais foram os mais marcantes,os que mais se repetem,os pesadelos?
6.    Em relação à menstruação, quais sintomas aparecem antes, durante, e depois; aspecto, regularidade, duração, quantidade do fluxo, etc.
7.    Em relação à transpiração, quais os locais , a temperatura quando transpira , a cor do suor, etc.
8.    Com relação a vida sexual relato das dificuldades,abstinência etc.
9.     Com relação às eliminações, evacuações, diurese, corrimentos. Observar freqüência, aspecto e dificuldades para eliminar.
10. Inseguranças, ansiedades, medos são muito importantes assim como alterações de temperamento, situações de stress que alteraram a vida,sensações estranhas,alterações de concentração e memória ,etc. Se bem nítidos,os sintomas mentais são do maior grau de importância na prescrição homeopática.
A mente é a mais alta forma de atividade celular e as alterações nela decorrentes são sempre individuais.
11. Não devemos esquecer os sintomas estranhos, raros e peculiares que HAHNEMAN falou.Exemplos desses sintomas seriam febre sem sede ,emagrecimento com apetite excessivo,calafrios com agravação pelo calor,etc.
12. A consulta é complementada com avaliação dos sintomas clínicos comuns a qualquer consulta alopática e só ai é feito o exame físico pelo médico assistente.                                         
                                                        

                                                           Dr.José Roberto Miglioli



 

 



 

                                                                                                             












7 de julho de 2015

O descobridor do virus da AIDS e a Homeopatia

       
Artigo de Dana Ulmann e Tradução de Amarilys de Toledo Cesar




Dr. Luc Montagnier, o virologista francês que ganhou o Prêmio Nobel em 2008 por descobrir o vírus da Aids, surpreendeu a comunidade científica com o seu forte apoio à medicina homeopática.
Em uma entrevista notável publicado na revista Science de 24 de dezembro de 2010 (1), Professor Luc Montagnier, manifestou o seu apoio para a especialidade médica da medicina homeopática, muitas vezes criticada e incompreendida. Embora a homeopatia tenha persistido por 200 anos em todo o mundo e tem sido o principal método de tratamento alternativo utilizado por médicos na Europa (2), a maioria dos médicos convencionais e cientistas expressaram ceticismo sobre sua eficácia devido às doses extremamente pequenas dos medicamentos utilizados.
A maioria das pesquisas clínicas realizadas sobre os medicamentos homeopáticos publicada em revistas científicas têm mostrado resultados clínicos positivos (3, 4), especialmente no tratamento de alergias respiratórias (5, 6), gripe (7), fibromialgia (8, 9), artrite reumatóide (10), diarreia infantil (11), de recuperação pós-cirúrgica de cirurgia abdominal (12), deficit de atenção (13) e redução dos efeitos secundários do tratamento do câncer convencionais (14). Além de ensaios clínicos, várias centenas de estudos de pesquisa básica confirmaram a atividade biológica de medicamentos homeopáticos. Um tipo de estudos chamados de estudos in vitro, encontraram 67 experimentos (1/3 deles repetições), sendo que quase 3/4 de todas as repetições tiveram resultados positivos (15, 16).
Além da grande variedade de evidências provenientes da ciência básica e da pesquisa clínica, mais uma evidência para a homeopatia reside no fato de que a homeopatia ganhou popularidade na Europa e os EUA durante o século 19 devido aos impressionantes resultados com experiências no tratamento de epidemias que se alastraram durante esse tempo, incluindo a cólera, febre tifóide, febre amarela, escarlatina e gripe.

Montagnier, que também é fundador e presidente da Fundação Mundial para Pesquisa e Prevenção da AIDS, afirmou: "Eu não posso dizer que a homeopatia está certa em tudo. O que posso dizer agora é que as altas diluições (usadas em homeopatia) estão certas. Altas diluições de algo são diferente de nada. Eles são estruturas de água que imitam as moléculas originais."

Aqui, Montagnier está fazendo referência à sua pesquisa experimental que confirma uma das características controversas da medicina homeopática que utiliza doses de substâncias que são submetidas a diluição sequencial com agitação vigorosa entre cada diluição. Embora seja comum para cientistas modernos assumir que nenhuma das moléculas originais permanecem na solução, a investigação Montagnier (com outros de muitos dos seus colegas) verificou que os sinais electromagnéticos do medicamento original permanecem na água e tem dramáticos efeitos biológicos.

Montagnier acaba de assumir uma nova posição na Universidade Jiaotong, em Xangai, China (esta universidade é muitas vezes referida como "MIT da China"), onde vai trabalhar em um novo instituto que leva seu nome. Este trabalho enfoca um novo movimento científico na encruzilhada da física, biologia e medicina: o fenômeno das ondas eletromagnéticas produzidas pelo DNA em água. Ele e sua equipe vão estudar tanto a base teórica e as possíveis aplicações na medicina.

A nova pesquisa de Montagnier está investigando as ondas eletromagnéticas que, segundo ele, emanam do DNA altamente diluído de vários patógenos. Montagnier afirma: "O que descobrimos é que o DNA produz mudanças estruturais na água, que persistem em diluições muito altas, e que levam a sinais eletromagnéticos ressonantes que podemos medir. Nem todo DNA produz sinais que podemos detectar com o nosso dispositivo. Os sinais de alta intensidade são provenientes de DNA bacteriano e viral."
Montagnier afirma que estas novas observações irão conduzir a novos tratamentos para muitas doenças crônicas comuns, que incluem autismo, doença de Alzheimer, doença de Parkinson e esclerose múltipla.
Montagnier escreveu sobre suas descobertas em 2009 (17). Em seguida, em meados de 2010, ele falou em um encontro de prestígio, para colegas ganhadores do Prêmio Nobel, onde ele manifestou interesse sobre a homeopatia e as implicações deste sistema de medicina (18).

Leis de aposentadoria francesas não permitem que Montagnier, com 78 anos de idade, trabalhe em um instituto público, limitando assim o acesso ao financiamento da pesquisa. Montagnier admite que a obtenção de fundos de agências financiadoras de pesquisa farmacêutica e convencionais é improvável, devido ao clima de antagonismo com a homeopatia e as opções de tratamento natural.

Apoio de outro ganhador do Prêmio Nobel
A nova pesquisa de Montagnier evoca memórias de uma das histórias mais sensacionais da ciência francesa, muitas vezes referida como o "caso Benveniste”. Um imunologista altamente respeitado Dr. Jacques Benveniste, que morreu em 2004, conduziu um estudo que foi replicado em três outros laboratórios universitários e publicado na revista Nature
(19). Benveniste e outros pesquisadores usaram doses extremamente diluídas de substâncias que criaram um efeito sobre um tipo de glóbulo branco chamado basófilos.

Embora o trabalho de Benveniste foi supostamente desmascarado
(20), Montagnier considera Benveniste um "Galileu moderno" que estava muito à frente de seu tempo e que foi atacado por investigar um assunto médico e científico que a ortodoxia tinha erroneamente ignorado e até demonizado.

Além de Benveniste e Montagnier, é também a opinião de peso do doutor Brian Josephson, que, como Montagnier, é um cientista ganhador do Prêmio Nobel.

Respondendo a um artigo sobre homeopatia na revista New Scientist, Josephson escreveu:
“Quanto às suas observações sobre as alegações feitas pela homeopatia: críticas centradas em torno do número muito pequeno de moléculas de soluto presentes em uma solução, após ela ter sido repetidamente diluída, são irrelevantes, uma vez que os defensores dos medicamentos homeopáticos atribuem os seus efeitos, não a moléculas presentes na água, mas a alterações da estrutura da água.”
Uma análise simplista pode sugerir que a água, sendo um líquido, não pode ter uma estrutura do tipo que esse quadro exigiria. Mas casos como o de cristais líquidos, que enquanto fluem como um líquido comum, podem manter uma estrutura ordenada ao longo de distâncias macroscópicas, mostram as limitações de tais formas de pensar. Não apresentam, com o melhor de meu conhecimento, quaisquer refutação contra a homeopatia, que permanece válida após ter em conta este ponto em particular.

Um tópico relacionado é o fenômeno, reivindicado por Jacques Benveniste, por sua colega Yolène Thomas e por outros, como experimentalmente bem estabelecido, é conhecido como "memória da água". Se válido, esse seria de maior importância do que a homeopatia em si, e que atesta a visão limitada da comunidade científica moderna que, longe de apressar-se em testar essas alegações, tem como única resposta seu repúdio
(21).

Após seus comentários, Josephson, que é professor emérito da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, foi questionado pelos editores da New Scientist sobre os motivos por ter se tornado um defensor das idéias não convencionais. Ele respondeu:
“Eu fui a uma conferência onde o imunologista francês Jacques Benveniste estava falando pela primeira vez sobre sua descoberta de que a água tem uma "memória" de compostos que foram dissolvidos nela - o que poderia explicar como a homeopatia funciona. Suas descobertas provocaram forte reações irracionais de cientistas, e fiquei impressionado como ele foi tratado (22).
Josephson descreveu como muitos cientistas hoje sofrem de "descrença patológica", isto é, sobre eles é colocada uma atitude não científica, que é incorporada pela ideia de que "mesmo se fosse verdade, eu não acreditaria."

Ainda mais recentemente, Josephson ironicamente respondeu à ignorância crônica da homeopatia pelos céticos, dizendo:
"A idéia de que a água pode ter uma memória pode ser facilmente refutada por qualquer um, através de diversos argumentos facilmente compreensíveis e inválidos."

Na nova entrevista na revista Science, Montagnier também expressou preocupação real sobre a atmosfera não científica que atualmente existe em torno de certos assuntos não convencionais, como homeopatia.
"Disseram-me que algumas pessoas têm reproduzido os resultados de Benveniste, mas eles têm medo de publicá-los por causa do terror intelectual das pessoas que não os compreendem."

Montagnier concluiu a entrevista quando perguntado se ele está preocupado que ele está à deriva em pseudociência, ele respondeu sem hesitação: "Não, porque não é pseudociência. Não é charlatanismo. Estes são fenômenos reais que merecem um estudo mais aprofundado."

A desinformação que os céticos divulgam
É notável que muitos céticos da homeopatia dizem que não há "nenhuma pesquisa" que mostre que os medicamentos homeopáticos funcionem. Tais declarações são claramente falsas, e ainda, são comuns na Internet e mesmo em alguns artigos científicos. Basta um pouco de pesquisa para descobrir muitos estudos de alta qualidade que têm sido publicados em conceituadas revistas médicas e científicas, incluindo a Lancet, BMJ, Pediatrics, Pediatric Infectious Disease Journal, Chest e muitas outras. Embora algumas dessas mesmas revistas também publicaram pesquisas com resultados negativos para a homeopatia, há muito mais pesquisas que mostram um efeito positivo, ao invés de negativo.

Distorções e desinformação sobre a homeopatia são previsíveis porque este sistema de medicina proporciona uma ameaça viável e significativa para os interesses econômicos na medicina, e muito menos para a própria filosofia e visão de mundo da biomedicina. Portanto não surpreende que a British Medical Association, a Associação Médica Britânica teve a audácia para se referir à homeopatia como "bruxaria". É bastante previsível que quando se vai em caça às bruxas, inevitavelmente encontre-se "bruxas", especialmente quando existem certos benefícios para demonizar um concorrente potencial (a homeopatia desempenha um papel muito maior e mais competitivo na Europa do que nos EUA).

Os céticos da homeopatia também afirmam há muito tempo que os medicamentos homeopáticos têm "nada" neles porque eles são muito diluído. No entanto, nova pesquisa realizada no respeitado Indian Institute of Technology, o Instituto Indiano de Tecnologia, confirmou a presença de "nanopartículas" das matérias-primas, mesmo em diluições extremamente altas. Pesquisadores demonstraram pela Microscopia de Transmissão Eletrônica (TEM), difração de elétrons e análise química por Inductively Coupled Plasma-Atomic Emission Spectroscopy (ICP-AES) ou Espectroscopia de Emissão Atômica-Plasma Indutivamente Acoplado, a presença de entidades físicas nestas diluições extremas
(24). À luz desta pesquisa pode-se agora afirmar que qualquer pessoa que diz ou sugere que há "nada" em medicamentos homeopáticos, ou é desinformado ou simplesmente não está sendo honesto.

Uma vez que os pesquisadores receberam a confirmação da existência de nanopartículas em dois diferentes homeopáticos altas potências (30C e 200C), testando quatro medicamentos diferentes (Zincum metallicum/Zinco, Aurum metallicum/Ouro; Stannum metallicum/estanho; e Cuprum metallicum/cobre), puderam concluir que este estudo forneceu "evidências concretas".

Embora os céticos da homeopatia podem supor que doses homeopáticas são ainda muito pequenas para apresentarem qualquer ação biológica, tais suposições têm sido provadas como erradas. O campo multi-disciplinar dos efeitos de pequenas doses é chamado de "hormese", e cerca de 1.000 estudos de uma ampla variedade de especialidades científicas confirmaram efeitos biológicos significativos e por vezes substanciais de doses extremamente pequenas de certas substâncias em certos sistemas biológicos.

Uma edição especial da revista científica Human and Experimental Toxicology (Julho 2010), foi dedicado à interface entre hormese e homeopatia
(25). Os artigos desta edição verificaram o poder de doses homeopáticas de várias substâncias.

Em conclusão, deve notar-se que o ceticismo sobre qualquer assunto é importante para a evolução da ciência e na medicina. No entanto, como mencionado acima pelo Prêmio Nobel Brian Josephson, muitos cientistas têm uma "descrença patológica" em determinados assuntos e, finalmente, criam uma atitude não saudável e não científica que bloqueiam a verdade e a ciência reais. O ceticismo está no seu melhor papel quando seus defensores não tentam cortar pesquisas ou acabar com a conversa, mas sim explorar possíveis novas (ou velhas) formas de entender e verificar fenômenos estranhos, mas convincentes. Nós todos temos esse desafio quando exploramos e avaliamos os efeitos biológicos e clínicos dos medicamentos homeopáticos.

11 de maio de 2015

Os Benzodiazepínicos

Os benzoadiazepínicos, popularmente chamados de "calmantes", têm estado entre os remédios mais comercializados nos últimos tempos em todo o mundo. Somente no Brasil, entre 2006 e 2011, segundo pesquisas recentes, o número de caixinhas do ansiolítico clonazepam vendidas saltou 36% - passou de 13,57 milhões para 18,45 milhões.

Introduzido pelo químico Leo Stembach, em 1955, o clordiazepóxido foi o primeiro
benzodiazepínico que apareceu no mercado, com o nome comercial de Librium.

Oito anos mais tarde, em 1963, o Diazepam (Valium) surgiu como a esperança dos pacientes ansiosos, sendo prescrito até os dias atuais, indiscriminadamente, por médicos que, muitas vezes, ignoram seus efeitos colaterais.

Os benzodiazepínicos podem ser ansiolíticos, sedativos, hipnóticos, relaxante muscular e anticonvulsivos. O Midazolam (Dormonid) e o Flurazepam (Dalmadorm), por exemplo, podem ajudar o indivíduo a dormir - por causar efeito hipnótico e sedativo - e são muito usados em procedimentos como endoscopia, retosigmóidoscopia, etc.

O clonazepam (Rivotril) tem sua aplicação em casos de convulsões, crises mioclônicas, ausências e sindrome do pânico. O Alprazolam (Frontal) e o próprio Diazepam são usados nos casos crônicos de ansiedade, e é aí que devemos ter muito cuidado, pois  podem causar dependência grave e o paciente acaba precisando de doses cada vez mais altas para diminuir seus sintomas.

Os efeitos colaterais provocados pelo uso dos benzodiazepínicos podem aparecer logo no início, sendo alguns deles a falta de coordenação motora, sonolência, vertigem, diminuição da concentração e memória, confusão mental e pesadelos.

Com o tempo, pode aparecer também a diminuição da libido, a dificuldade em exteriorizar as emoções, perda da capacidade de pensar construtivamente, fobia social e depressão.

Em idosos, os benefícios são mínimos em relação aos riscos. Como já dissemos, a memória e a concentração ficam diminuídas  e aparece a dificuldade da coordenação motora, acarretando risco de quedas. A longo prazo, o idoso ainda pode apresentar sintomas semelhantes à Doença de Alzheimer, confundindo o diagnóstico. A depressão também é comum e torna-se mais grave com risco de suicídio, se o paciente já  tiver essa predisposição.

Os benzodiazepínicos causam  dependência de difícil controle, por isso, devemos usá-los somente se não existirem outras alternativas. Porém, têm se observado resultados bastante satisfatórios com a utilização de outros tratamentos, como fitoterapia, homeopatia, técnicas de relaxamento e psicoterapia.

22 de fevereiro de 2015

OS MINERAIS TÓXICOS

Considerados tóxicos o cádmio, o chumbo e o mercúrio são todos eles chamados de ''metais pesados'' Casos de intoxicação por cádmio foram verificados na Suécia e no Japão em 1930 e 1940 em uma fábrica de eletrodos que impregnava a atmosfera de pó de cádmio. No Japão os resíduos foram encontrados em algumas minas com contaminação fluvial. Nos dois casos os efeitos foram lesões nos rins e nos ossos. Os animais intoxicados acumulam esse metal nos rins e no fígado.
 As ostras também são particularmente vulneráveis a absorção do cádmio de águas poluídas. Os principais alimentos que devem ser evitados são: ostras, rins e fígado. Os alimentos naturais que contém cálcio, cobre ,ferro, vitamina D e zinco são a proteção contra o cádmio.

 A intoxicação pelo chumbo é ocasionada pela poluição dos escapamentos dos automóveis sendo que nesse caso os pulmões são afetados. A poluição pelo chumbo devida a canalizações antigas em casas também é comum. Outra causa importante é a solda de chumbo em latas de conservas. Os efeitos tóxicos muitas vezes não são detectados como poluição pelo chumbo , são eles: cefaleias, vertigens, irritabilidade ,insônias, astenia,espasmos musculares, e com a exposição intensa anemia pela inibição na formação dos glóbulos.

As medidas de prevenção muitas vezes incluem os fatores ambientais que devem ser observados pelos governos, a modernização dos encanamentos das casas com mais de 60 anos os cuidados com a alimentação que até certo ponto protege contra a absorção do chumbo e dos outros metais tóxicos.
As intoxicações pelo mercúrio ficaram famosas no Japão na região de Minamata ocasionada por peixes contaminados por mercúrio ,a formação de metil-mercúrio por fungicidas no tratamento de cereais e vários outros exemplos de poluição ambiental.O mercúrio concentra-se no fígado, rins sangue, medula ,intestinos, aparelho respiratório, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. A intoxicação aguda,  pode provocar  edema pulmonar, gosto metálico na boca, problemas renais, tremores, convulsões, sede, dor abdominal, vômito, diarreia, alucinações, irritabilidade, perda de memória, confusão mental, anormalidades nos reflexos, coma e óbito. Na pele pode surgir irritabilidade cutânea, edema e ulceras. Na exposição prolongada  pode ocorrer inflamação da gengiva, amolecimento dos dentes, inflamações das glândulas salivares, excesso de saliva, tremores, vertigem, rubor, irritabilidade, perda de memória, alucinações, perda do controle muscular, insônia, depressão, pesadelos e alterações na pele. O mercúrio pode atravessar também a barreira hematoencefálica e ter efeitos no sistema nervoso podendo levar à morte.
.

                                                                                                          Dr.José Roberto Miglioli 

22 de dezembro de 2014

CÁLCIO

Alguns aspectos do cálcio
 Cerca de 99% do cálcio é encontrado no organismo: nos dentes e nos ossos.  É o mineral presente em maior quantidade no corpo humano. O restante 1% esta presente no sangue nos neurônios e outros líquidos do corpo. A importância desse mineral no crescimento e na reprodução humana  bem como no fortalecimento dos ossos e dentes é muito bem conhecida.
As outras propriedades do cálcio incluem a coagulação do sangue o relaxamento, a contração muscular e a regulação do ritmo cardíaco.
 Os principais alimentos que contem cálcio são o leite e derivados ,algumas verduras como brócolis, couve, repolho, mostarda. Outras fontes de cálcio são peixes como a sardinha o salmão ostras e mariscos.
 A carência de cálcio pode ocasionar osteoporose levando a fraturas importantes, hipertensão arterial, raquitismo em crianças e  em adultos a osteomalácia. Atualmente estudos nos fazem pensar que a diminuição do cálcio  aumentem os níveis de hormônios que levam a TPM.
 A ingestão de cálcio diária recomendada pelo Ministério da Saúde para crianças de 0 a 5 meses é de 400mg;para crianças de 5 a 12meses é de 600mg para crianças maiores e adultos é de 800mg. Na gravidez e lactação a IDR passa a ser de 1200mg.

23 de novembro de 2014

ENSAIO COM ISOTERÁPICO DE NICOTINA PARA O TRATAMENTO DO TABAGISMO

Título: Ensaio Clínico duplo cego, randomizado, para avaliar os resultados do tratamento isoterápico do tabagismo, em voluntários adultos tabagistas da cidade de São Paulo[1].


Autor
: BAROLLO, CR[2]


Co-autores
: BIGNARDI, FAC[3]; DÈCOURT, I; GARBI, SM[4]; GUTIERREZ, M[5]; HUBNER, V; MIGLIOLI, JR; OLIVEIRA, A; RAMOS, MFP; RIMOLI, MF [6].


Instituição
: NEPH – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia - UNIFESP


Delineamento
: Ensaio clínico visando o tratamento isoterápico do tabagismo.


Objetivos
: testar a eficácia da isoterapia no tratamento do tabagismo.


Resumo
: O aumento do uso de substâncias psicoativas nas últimas décadas em nosso meio, especialmente, entre crianças e adolescentes, vem sendo cada vez mais alvo de preocupação dos órgãos responsáveis pela saúde pública. Os procedimentos na abordagem do problema devem basear-se nas evidências científicas disponíveis e nas revisões sistemáticas da literatura, deixando aberta, portanto, a possibilidade de aplicação de métodos não convencionais de tratamento dessas doenças, desde que baseados em evidências científicas e na revisão bibliográfica. Neste sentido, o NEPH elaborou e conduziu uma pesquisa com o uso da isoterapia para o tratamento do tabagismo, visando a desintoxicação e eliminação dos sintomas causados pela dependência de nicotina. Os autores descrevem a metodologia utilizada e avaliam os resultados de ensaio clínico duplo cego, randomizado, com a utilização de três isoterápicos diferentes, em voluntários adultos tabagistas da cidade de São Paulo. Foi realizado, inicialmente, um estudo piloto duplo cego, randomizado, com o uso de Nicotine[7] dinamizada, por um período de 2 meses, em voluntários adultos tabagistas da população geral da cidade de São Paulo; a seguir, foi realizado estudo clínico duplo cego, randomizado, com a utilização de três isoterápicos diferentes, em voluntários adultos tabagistas de uma empresa da cidade de São Paulo. Os autores também discutem os resultados do tratamento de tabagistas por um período de 18 meses, com Nicotine dinamizada, em um grupo de voluntários adultos que participaram anteriormente do ensaio piloto.



I. Introdução




O consumo de álcool, tabaco e outras drogas está presente em todos os países do mundo, e as complicações clínicas e sociais, incluindo o aumento da violência, causadas pelo consumo dessas substâncias são bem conhecidas atualmente. Por esse motivo, o aumento do uso de substâncias psicoativas nas últimas décadas em nosso meio, especialmente, entre crianças e adolescentes, vem sendo cada vez mais alvo de preocupação dos órgãos responsáveis pela saúde pública, educação e assistência social, bem como de toda sociedade brasileira.



As pesquisas na área da Psiquiatria, da Psicologia Experimental e da Neurobiologia, tentam identificar os elementos psico-biológicos que contribuem para alterar o equilíbrio dos mecanismos do prazer, dando origem à drogadição que, ligada a alterações na estrutura e funções cerebrais, se caracteriza como uma doença cerebral (1).



A discussão sobre drogas psicoativas inevitavelmente desemboca na questão da dependência e se essa dependência é física e/ou psicológica. Os sintomas físicos que surgem quando o usuário pára de consumir a droga (síndrome de abstinência), caracterizam a dependência física. A dependência química, caracterizada pela busca e consumo compulsivo da droga, é um distúrbio crônico e recorrente; as recaídas da drogadição são a norma e raramente ocorre abstinência definitiva após uma única tentativa de tratamento.



Considera-se um bom resultado terapêutico a redução do consumo da droga, intercalada com longos períodos de abstinência. Muitos acham que este seja um padrão razoável de sucesso terapêutico, tal como em outras doenças crônicas, quer dizer, apenas o controle da doença sem a sua cura definitiva. Devemos ainda considerar num projeto deste tipo, que o usuário de drogas muitas vezes não o é de uma droga apenas, senão de várias que se reforçam; daí a necessidade de se trabalhar com o conceito de poliabuso (1).



Inicialmente, o uso de drogas é voluntário, mas com o uso prolongado algo parece sensibilizar o cérebro e o indivíduo entra em estado de dependência química. Por outro lado, o tratamento com preparações não moleculares parece atuar dessensibilizando o organismo às substâncias tóxicas. Os procedimentos na abordagem do problema devem basear-se nas evidências científicas disponíveis e nas revisões sistemáticas da literatura, deixando aberta, portanto, a possibilidade de aplicação de métodos não convencionais de tratamento.



Além do tratamento com medicamentos, o formulário social mais freqüentemente recomendado no tratamento do paciente adicto ambulatorial é o programa das doze etapas; tais programas são combinados freqüentemente com psicoterapia como nos alcoólicos anônimos (AA) ou nos narcóticos anônimos (NA). Entretanto, nosso trabalho estará focado apenas no tratamento medicamentoso.



O CREMESP – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo - e a AMB – Associação Médica Brasileira – desenvolveram com a colaboração de especialistas de várias instituições médicas e de pesquisas na área, as diretrizes para o atendimento e tratamento das doenças causadas por drogas psicoativas, um importante instrumento de referência para o desenvolvimento de um trabalho terapêutico nessa área (10), norteando parte deste trabalho.



O tabagismo ativo e passivo constitui-se atualmente em um dos mais graves problemas mundiais de Saúde Pública e individual; o consumo diário de cigarros atinge cerca de 20% da população paulista. O uso do tabaco é capaz de provocar dependência decorrente da ação da nicotina. Estima-se que 60% dos que fumam por mais de 6 semanas, deverão continuar a fumar por mais 30 anos e que 30 a 50% das pessoas que iniciam o uso do tabaco tornam-se dependentes (10).



II. Justificativa para a Isoterapia com Ultradiluições




A Isoterapia (terapêutica que utiliza o princípio da igualdade) tem inúmeras aplicações tanto na medicina convencional (por ex.: as vacinas), como no tratamento de intoxicações com soluções não moleculares. Já existem evidências científicas suficientes da eficácia da utilização da isoterapia, usando-se de medicamentos diluídos e dinamizados, na desintoxicação de substâncias e metais tóxicos, e na dessensibilização a alimentos ou medicamentos (2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19).



Segundo Dallarés (11): “O abuso de certas drogas, às vezes de uso cotidiano e socialmente aceitas como o café ou de drogas maiores como a heroína, pode provocar a impregnação do organismo que impede a reação do mesmo ao medicamento de fundo (homeopático). Neste caso a administração do tóxico em alta dinamização clareia o quadro e melhora a capacidade de resposta ao medicamento indicado”.



A aplicação da Isoterapia pode ser efetivada segundo os seguintes critérios (11):

· Homeopático, prescrevendo-se segundo o princípio dos semelhantes;

· Como profilático, nos casos de exposição a substâncias tóxicas;

· Como antídoto da ação de um agente tóxico.



Um dos métodos de tratamento convencional de primeira linha do tabagismo é a terapia de reposição de nicotina (10), sob a forma de adesivos ou goma de mascar, caracterizando um tratamento isoterápico de reposição, mas com doses ponderais farmacologicamente ativas.



III. Objetivos


· Verificar a eficácia do tratamento isoterápico diante do tabagismo, com a finalidade de “dessensibilizar” o cérebro e interromper o círculo vicioso da abstinência e dependência.

· Comparar a eficácia de três isoterápicos diferentes no tratamento do tabagismo.

· Comparar a eficácia de diferentes dinamizações.



IV. Metodologia



4.1 Farmacotécnica de preparação dos medicamentos

Os medicamentos foram preparados de acordo com os métodos descritos na Farmacopéia Homeopática Brasileira II, tanto para as formas farmacêuticas derivadas como para as formas farmacêuticas de dispensação, utilizando-se como ponto de partida:

· Nicotine laboratorial: nome químico:([_]-1-Metil-2-[3-pyridyl]-pirrolidina), CAS: 54-11-5; grau de pureza: 98-100%. Origem: Sigma Chemical Co. Método: trituração em escala centesimal até a potência 3CH; a potência 4CH foi preparada em solução hidroalcoólica a 20% (p/p) e as demais potências intermediárias e de estoque foram preparadas em solução hidroalcoólica a 70% (p/p).

· Isomake específico e total: preparados especiais em aparelho que força a passagem a fumaça de incineração do fumo através do filtro e pela solução hidroalcóólica a 70% (p/p), até a saturação. Esta solução é considerada o ponto de partida para as demais dinamizações, que foram preparadas em solução hidroalcoólica a 70% (p/p).

· Placebo: foram preparados em frascos contendo solução hidroalcoólica a 30%(p/p).





4.2 Desenvolvimento

O trabalho foi desenvolvido no período de fev/2004 a dez/2005, em 3 etapas e locais diferentes:

a) Estudo Piloto realizado de fev. a mai./04, com Nicotine laboratorial, nas dinamizações 12 e 30CH. Todos os participantes receberam o medicamento em gotas, na posologia de 5 gotas 2 vezes ao dia, sem dinamização antes de cada tomada. O ensaio clínico foi cego e randomizado, com cross-over, em 67 fumantes voluntários, divididos em 3 grupos:

· 1º grupo recebeu medicamento na dinamização 12 CH durante 4 semanas (cross-over com placebo inicialmente durante 4 semanas);

· 2º grupo recebeu medicamento na dinamização 30CH durante 4 semanas (cross-over com placebo posteriormente durante 4 semanas);

· 3º grupo recebeu medicamento placebo de solução hidro-alcoólica, durante 8 semanas.



b) Ensaio Clínico realizado de ago. a dez/2004, com três isoterápicos diferentes, na dinamização 30CH. Todos os participantes receberam o medicamento em gotas, na posologia de 5 gotas 2 vezes ao dia, sem dinamização antes de cada tomada, durante 8 a 12 semanas. O ensaio clínico foi cego e randomizado, com 61 fumantes voluntários, funcionários de uma empresa da cidade de São Paulo, divididos em 4 grupos:

· 1º grupo recebeu medicamento Nicotine laboratorial na dinamização 30CH;

· 2º grupo recebeu isoterápico dinamizado preparado a partir de Isomake da fumaça da marca de cigarro utilizada pelo voluntário;

· 3º grupo recebeu medicamento isoterápico dinamizado preparado a partir de Isomake -Total da marca de cigarro utilizada pelo voluntário;

· 4º grupo recebeu medicamento placebo de solução hidro-alcoólica.



c) Ensaio Clínico prospectivo de tratamento de tabagistas, realizado de jun/04 a dez/05, com Nicotine laboratorial nas dinamizações 15 e 30CH. Os participantes desta etapa foram os voluntários que participaram do Estudo Piloto e aceitaram o convite de participação na pesquisa de tratamento em longo prazo.



4.3. Critérios de Inclusão (específico para cada etapa)

a) Pessoas que atenderam ao convite pela imprensa escrita, na faixa etária de 18 a 60 anos, consumidores de 20 cigarros ou mais ao dia, não portadores de doenças graves, sem uso regular de medicamentos e que não tomavam medicamentos regularmente, sem antecedentes neurológicos ou psiquiátricos, não usuários de medicamentos homeopáticos ou de outros medicamentos não moleculares, nem de acupuntura ou florais.

b) Pessoas que atenderam ao convite de participação, na faixa etária de 18 a 60 anos, consumidores de 5 cigarros ou mais ao dia, não portadores de doenças graves, sem uso regular de medicamentos, sem antecedentes neurológicos ou psiquiátricos, não usuários de medicamentos homeopáticos ou de outros medicamentos não moleculares, nem acupuntura ou florais. Os voluntários foram selecionados a partir de questionário especifico de Critérios de Inclusão/Exclusão (anexo 8), que foi aplicado após palestra de esclarecimento.

c) Participantes do Estudo Piloto, com resposta favorável ao uso de Nicotina, e que se mostraram interessados em continuar o tratamento.



4.4 Fluxograma

As duas etapas iniciais incluíram: consulta inicial com preenchimento de questionário padrão (anexo 1), história clínica completa, e retornos em 4, 8 e 12 semanas (anexo 2).



4.5 Locais de Atendimento (diferente em cada etapa)

a) Centro de Estudos do Envelhecimento – EPM - UNIFESP

b) Ambulatório Médico da empresa parceira

c) Ambulatório da Associação Paulista de Homeopatia



4.6 Instrumentos de avaliação utilizados

· Ficha de Observação Semanal (anexo 3), para anotação das eventuais alterações clínicas observadas durante o período.

· Ficha de Acompanhamento de Avaliação da Síndrome de Abstinência (anexo 4).

· Questionário de Tolerância de Fagerström (anexo 6), para avaliação da gravidade da dependência à nicotina, na primeira consulta e nos 2 retornos previstos.



Nas três etapas, todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento livre e esclarecido (anexo 5). Os médicos que participaram da pesquisa ficaram responsáveis pelos voluntários que atenderam, no caso de intercorrências. Todos os voluntários receberam por escrito (anexo 7), as recomendações sobre como tomar e conservar o medicamento, que foi fornecido gratuitamente.



Para o acompanhamento da evolução da Síndrome de Abstinência da Nicotina, foram utilizados os seguintes parâmetros:

· Perturbações Psicológicas: humor disfórico, insônia, irritabilidade, frustração ou raiva, ansiedade, inquietação, dificuldade de concentração;

· Perturbações Físicas: freqüência cardíaca diminuída, aumento do apetite ou ganho de peso, obstipação intestinal.



5. Resultados



Os resultados das três etapas serão apresentados separadamente, uma vez que as metodologias utilizadas foram parcialmente diferentes.



a) Estudo Piloto



Tabela 1. Distribuição segundo sexo x tempo de tabagismo x número de cigarros diários, em voluntários da população da cidade de São Paulo, em 2004.



Voluntários

Sexo

Masc. %
Fem. %
Total %
Nº de cigarros/dia



até 20
5 38,5
8 61,5
13 19,4
21 a 30
8 27,6
21 72,4
29 43,3
30 ou +
16 64,0
9 36,0
25 37,3
Total
39 51,0
38 49,0
67 100
Tempo de fumante



< 10anos
1 100
0 0,0
1 1,5
10 a 20 anos
4 40,0
6 60,0
10 14,9
> 20 anos
24 42,9
32 57,1
56 83,6
Total
29 43,3
38 56,7
67 100



A idade dos participantes variou de 25 a 60 anos, com predominância da faixa etária de 40 a 60 anos (82%). O tempo de fumante variou de 10 a 45 anos, com 83,6% dos pacientes fumando há 20 anos ou mais. Nos resultados do Questionário de Fagerström não houve diferença significativa.



Tabela 2. Distribuição dos voluntários segundo medicamento e potência, em voluntários da população da cidade de São Paulo, em 2004.




























Voluntários
Medicamentos


1º Grupo
Placebo / 12 CH
2º Grupo
30CH / Placebo
3º Grupo
Placebo / Placebo
Nº
%
Inicial - 67 (100%)
22
(32,8%)
23
(34,4%)
22
(32,8%)





Nº
%
Desistentes – 28
(41,8%)
7
(31,8%)
11
(47,8%)
10
(45,5%)

sem retorno
3
5
6

após 1º retorno
Inalterado 3
Inalterado 5
Inalterado 1


Diminuição
da vontade 1
Diminuição da vontade 1
Diminuição da vontade 3





Nº
%
Final - 39
(58,2%)
15
(38,4%)
12
(30,8%)
12
(30,8%)

1º retorno
Inalterado 5
Inalterado 4
Inalterado 2
Nº
%

Diminuição do nº
de cigarros 10 (66,6%)
Diminuição do nº
de cigarros 8 (66,6%)
Diminuição do nº
de cigarros 9 (75%)


-
-
Aumento do nº
de cigarros 1

2º retorno
Inalterado 3
Inalterado 4
Inalterado 2


Manutenção do nº cigarros 9
Manutenção do nº cigarros 5
Manutenção do nº cigarros 3


-
-
Diminuição
do nº de cigarros 2


Retornaram ao nº anterior de cigarros 2
Retornaram ao nº anterior de cigarros 3
Retornaram ao nº anterior de cigarros 4


Aumento do nº
de cigarros 1
-
Aumento do nº
de cigarros 1





Como se pode observar, 75% dos voluntários diminuíram o número de cigarros/dia no grupo Placebo/Placebo, muito semelhante ao resultado obtido com o medicamento nas duas potências utilizadas. No piloto, portanto, não se observou uma diferença significativa entre os três grupos de voluntários. Na Tabela 1, observa-se que 80,6% dos voluntários fumavam mais de 20 cigarros/dia e 83,6% fumavam há mais de 20 anos, sinalizando uma provável maior dificuldade de controle do hábito de fumar. Por este motivo, foi iniciada a etapa 3 do estudo, cujos resultados apresentamos abaixo.



b) Ensaio Clínico

Começamos esta etapa com uma palestra sensibilizadora e de esclarecimento dos objetivos e procedimentos da pesquisa, para os funcionários de uma empresa de São Paulo, após divulgação interna. Nessa palestra foi distribuída a todos os ouvintes a Ficha de Inscrição (anexo 8), que foi preenchida por 93 interessados em participar da pesquisa.



Após o recebimento das inscrições, procedeu-se à seleção dos participantes, obedecendo aos critérios de inclusão pré-estabelecidos. Os funcionários foram então, avisados sobre o dia e horários do início do tratamento, no dia 28/08/04, no ambulatório médico da empresa. Compareceram 61 voluntários ou 65,6% dos inscritos, e 6 não preenchiam os critérios de inclusão.



A idade dos participantes variou de 24 a 59 anos, com predominância da faixa etária de 30 a 50 anos (82%). O tempo de fumante variou de 5 a 55 anos, com 26,2% dos pacientes fumando há de 20 anos. Nos resultados do Questionário de Fagerström não houve diferença significativa.





Tabela 3. Distribuição segundo sexo x tempo de tabagismo x número de cigarros diários, em voluntários de empresa da cidade de São Paulo, em 2004.



Voluntários

Sexo

Masc. %
Fem. %
Total %
Nº de cigarros /dia



até 20
15 46,8
17 53,2
32 52,4
21 a 30
13 50,0
13 50,0
26 42,6
30 ou +
2 66,0
1 34,0
3 6,0
Total
30 50,5
31 49,5
61 100
Tempo de fumante



< 10anos
2 33,3
4 66,7
6 9,8
10 a 19 anos
18 46,1
21 53,9
39 64,0
20 a 29anos
7 53,9
6 46,1
13 21,3
30 e + anos
3 100
0 0,0
3 4,9
Total
30 50,5
31 49,5
61 100





Tabela 4: Distribuição dos voluntários segundo tipo de isoterápico, em voluntários trabalhadores de uma empresa na cidade de São Paulo, em 2004.



Voluntários
Nº %
Sexo


M %
F %
Interessados após palestra de sensibilização
93 100
47 50,5
46 49,5
Impedidos pelos critérios de inclusão
6 6,4
1 16,6
5 83,4
Não foram ao atendimento
26 28,0
15 57,7
11 42,3
Inciaram o tratamento
61 65,6
31 50,5
30 49,5
Desistiram do tratamento
22 36,0
11 50,0
11 50,0
Continuaram o tratamento até o final
39 64,0
20 51,3
19 48,7
Grupos



1. Nicotina
10 25,6
4 40,0
6 60,0
Inalterados
5 50,0


Diminuíram o nº cigarros ou pararam de fumar
5 50,0


2 e 3. Isoterápico
15 38,5
8 53,0
7 47,0
Inalterados
8 53,0


Diminuíram o nº cigarros ou pararam de fumar
7 47,0


4. Placebo
14 35,9
8 57,1
6 42,9
Inalterados
7 50,0


Diminuíram o nº cigarros ou pararam de fumar
7 50,0





Os resultados do uso de Isomake específico e Isomake total foram considerados juntos em um único grupo; como se pode observar, não houve diferença significativa nos resultados obtidos nos três grupos avaliados. Atribuímos o grande número de desistências durante a pesquisa à falta de interesse na pesquisa, à grande dificuldade de disciplina durante o tratamento e à ineficácia da medicação em alguns casos.







c) Ensaio Clínico Prospectivo

O estudo foi realizado com voluntários tabagistas adultos, que participaram do Piloto e aceitaram o convite para participar desta etapa. Aceitaram participar, inicialmente, 23 voluntários; destes, 5 desistiram após a primeira consulta e uma paciente faleceu de Infarto do Miocárdio após um mês de tratamento, que não atribuímos ao uso da Nicotine dinamizada (paciente era fumante de 40 cigarros /dia há mais de 30 anos).



A idade dos participantes desta etapa variou de 41 a 60 anos, o tempo de fumante variou de 20 a 44 anos e o número de cigarros no início do tratamento variou de 20 a 40 cigarros / dia. Portanto, tratava-se de uma população de fumantes inveterados e com alto grau de tolerância à Nicotina – Questionário de Fagerström inicial de alto grau em 70% dos voluntários.



Tabela 5: Distribuição dos voluntários submetido a tratamento de longo prazo com Nicotine dinamizada, no período de jun./04 a dez./05, em São Paulo.



Tratamento / Resultado

18 meses
12 meses
6 meses
4 meses
Total
Parou de fumar

0
1
0
1
2
Diminuiu o nº de cigarros e manteve
2
0
2
1
5
Diminuiu enquanto tomava o medicamento
0

0
2

2
Inalterados

1
2
4
1
8
Total

3
3
8
3
17



Dos 17 pacientes restantes: 3 se mantiveram no tratamento durante 18 meses, 3 durante 12 meses, 8 durante 6 meses e 3 durante 4 meses.



Duas pacientes solteiras e solitárias que fizeram 12 e 18 meses de tratamento, diminuíram temporariamente o número e o teor de nicotina dos cigarros, mas voltaram ao hábito anterior porque o “cigarro é a minha companhia”.



Alguns pacientes (9 em 17 – 53%) manifestaram intolerância como “gosto ruim do cigarro, enjôo ao fumar, aversão ao cigarro ou saturação no final do dia”, mas continuavam a fumar por ansiedade. Outros (11 em 17 – 65%) manifestaram diminuição da dependência como “diminuiu a fissura ou a vontade de fumar” e também continuaram a fumar por ansiedade.



Não observamos sintomas patogenéticos em nenhum dos pacientes que tomaram medicamento diariamente, até mesmo naqueles que tomaram por 12 ou 18 meses. Em duas pacientes foi relatado aumento de peso durante o tratamento e uma paciente referiu melhora total da obstipação crônica.



Dos dois pacientes que pararam de fumar: uma paciente parou já no Piloto com Nicotine 12 CH e manteve-se sem fumar por mais 8 meses, com diminuição progressiva da vontade de fumar até suspensão do tratamento e manteve-se sem fumar, apesar do marido, também participante desta etapa, continuar a fumar da mesma forma; o outro paciente, parou de fumar lentamente ao longo de 12 meses, tomando Nicotine 30CH, com doses crescentes de até 7 gotas 4 vezes ao dia, sinalizando uma possível necessidade de doses e freqüências maiores para inibir o hábito de longo prazo.



6. Comentários



Dada a complexidade e multifatorialidade do fenômeno do tabagismo, algumas inadequações metodológicas e alguns fatores externos inesperados influenciaram nos resultados, nas três etapas:

a) Estudo Piloto

· Na randomização, as potências 12CH e 30CH não foram distribuídas aleatoriamente nos grupos Placebo-Medicamento e Medicamento-Placebo, portanto as duas potências não são comparáveis;

· O método do cross-over talvez não seja adequado a experimentos homeopáticos, devido ao efeito “residual” do medicamento homeopático, ou seja, após o estímulo vital o efeito do medicamento pode continuar atuando sobre o organismo.

· Os medicamentos 12CH, 30CH e placebo ficaram juntos na caixa, com possibilidade de “contaminação informacional”, e o placebo pode ter recebido a informação como tem sido observado por alguns pesquisadores (Porto, 1998).

· Não se pode deixar de considerar o efeito rapport ou da consulta, difícil de ser mensurado;

· Durante a realização do Piloto, alguns voluntários não puderam ser recontatados, dificultando o convite para continuação do tratamento, responsável por um grande número de desistentes (41,8%).

· Como pudemos observar no Ensaio Clínico de longo prazo, o tempo de tratamento é importante, principalmente em se tratando de fumantes inveterados como foi nosso caso.

· O número inicial de voluntários em pesquisas que envolvam dependência química, deve ser inicialmente pelo menos 50% maior do que a amostra desejada, devido à dificuldade de adesão nesse tipo de doença, o que pode levar a um grande número de desistências.



b) Ensaio Clínico

· Embora a pesquisa tenha sido realizada em ambiente empresarial, teoricamente com maior possibilidade de controle dos comparecimentos, o número de desistentes ainda foi muito grande (36%).

· A empresa já tem um programa de controle e tratamento do tabagismo.

· A faixa etária dos voluntários que se interessaram em participar da pesquisa foi menor do que na etapa anterior, portanto muito jovens e pouco motivados a parar de fumar.

· O tempo de fumante dos voluntários também era menor que no estudo piloto, portanto os fumantes apresentavam menos sintomas decorrentes do hábito de fumar.

· Falha de comunicação interna na empresa, na lembrança dos dias de atendimento, contribuiu para a baixa aderência ao tratamento. Confiamos na comunicação interna da empresa e que falhou.

· Nesta etapa, os medicamentos foram transportados em caixas diferentes e separadamente até o local de atendimento, na tentativa de corrigir a possibilidade de “contaminação informacional”.

· O estudo de quatro variáveis (três isoterápicos diferentes e placebo) prejudicou a amostragem ao final, pois os grupos ficaram muito pequenos, dificultando a avaliação dos resultados (n insuficiente).



c) Ensaio Clínico Prospectivo

· Nesta etapa não foi constituído um grupo controle, o que prejudica, de certa forma, a avaliação científica dos resultados. Também neste grupo tivemos cerca de 30% de desistência do tratamento.



Nas três etapas, o Questionário de Fagerström mostrou-se insuficiente para mensurar pequenas alterações no hábito de fumar, como mudanças no teor de nicotina do cigarro (vários pacientes mudaram para marcas com menor teor) e a diminuição da porcentagem de cada cigarro fumado (vários pacientes passaram a fumar 2 ou 3 tragadas de cada cigarro).



Foi observado crescimento de cabelos em 4 pacientes calvos, durante o uso da Nicotine, mantido mesmo após a suspensão do medicamento; este fenômeno deverá ser melhor estudado futuramente, para a avaliação da eficácia do uso do medicamento para tratamento da calvície. Não foi observada síndrome abstinência em qualquer dos participantes, nem naqueles que pararam de fumar e nem naqueles que diminuíram o número de cigarros.



A baixa adesão ao tratamento, nas três etapas, embora os pacientes tenham sido esclarecidos que o fator tempo de tratamento poderia fazer a diferença, deve-se a vários fatores, que pudemos constatar:

· Multifatorialidade do hábito de fumar: por ansiedade, por dependência física e psicológica, como estimulante social e por prazer.

· A ansiedade, nos três grupos estudados, mostrou-se a causa fundamental do hábito de fumar na grande maioria dos voluntários (86,3%).

· O fumar como comportamento social para “fazer parte do grupo” mostrou-se particularmente importante na faixa etária de 20 a 35 anos, contribuindo para a desistência do tratamento.

· O hábito de fumar associado ao hábito de beber, em alguns pacientes dificultou a continuidade do tratamento, especialmente na faixa etária de 20 a 35 anos.



7. Conclusões



Os resultados obtidos no Estudo Piloto e no Ensaio Clínico, mostram que a isoterapia isolada para tratamento do tabagismo, pelo menos durante um curto período de tempo, não foi eficaz para a abolição do hábito de fumar. A multifatorialidade envolvida no tabagismo demanda ações coordenadas e multiprofissionais, com constante motivação dos tabagistas para a continuidade do tratamento. Os voluntários que participaram da 1ª e 3ª etapas, eram indivíduos com hábito muito arraigado em sua rotina e que demandariam, portanto, um tempo maior de tratamento, talvez com a utilização de doses mais elevadas do que as que foram normalmente utilizadas (em geral, 5 gotas 3 vezes ao dia).



A utilização de placebo em ensaios clínicos com utilização de preparações não moleculares merece uma atenção especial. Autores como SHELDRAKE (1995) já abordaram o assunto do uso de placebo em pesquisas clínicas. No caso da pesquisa com ultra-diluições, em que existe a possibilidade de contaminação de campo eletromagnético, este questionamento se torna particularmente agudo. Sheldrake vem postulando, por meio de metodologia de pesquisa não convencional, a existência de campos morfogenéticos subjacentes aos fenômenos biológicos. Seriam campos de informação que organizariam a matéria viva e talvez a estrutura mineral. A preparação de ultradiluições poderia talvez conservar e transmitir essa informação através de propriedades particulares dos conglomerados de moléculas da água, convertendo-os em preparações potencialmente medicamentosas.



Não podemos deixar de ressaltar que o aumento progressivo das doses e da freqüência diárias, pelo menos em um paciente do Ensaio Clínico Prospectivo de longo prazo e que parou de fumar, em que chegamos a prescrever 7 gotas 4 vezes ao dia, contribuiu para a abolição da vontade de fumar. No Organon – parágrafo 248, Hahnemann diz “...damos uma ou progressivamente diversas doses de colher das de chá, em doença de longa duração, ... com êxito cada vez maior...”, e no parágrafo 280 “...a dose deve ser continuada, crescente, ... cura próxima através de aumento gradativo das doses ...”. (Hahnemann, 1995). Será necessário um aprofundamento do estudo para comprovar o fenômeno no caso do uso da Nicotine para tratamento do tabagismo.



Os resultados do ensaio clínico prospectivo, realizado no ambulatório da APH, sinalizam para o fato de que a Nicotina diluída e dinamizada pode ser eficaz nos casos em que o principal fator do hábito de fumar é a dependência química. Os resultados apontam ainda para o fato de que a diferença dos fatores que levam ou são preponderantes no hábito do tabagismo, podem fazer a diferença na utilização de métodos para seu controle. Existem vários tipos de tabagistas, com predominância de um ou outro fator, e os programas devem ser adequados a cada tipo.



Como conclusão final, podemos talvez afirmar que o tratamento com Nicotine diluída e dinamizada pode favorecer a redução da dependência do tabagismo, podendo ser útil como ferramenta auxiliar em Programas de Tratamento do Tabagismo, como mais uma das opções de tratamento geralmente colocadas à disposição dos usuários, quando associado a um trabalho multiprofissional; apresenta como uma grande vantagem o baixíssimo custo do medicamento (R$ 7,00 /mês) em comparação com os disponíveis na biomedicina (Bupropiona (Zyban®) R$ 176,00 / mês e Adesivos de Nicotina (Niquitin®) R$ 180,00/mês) e sem os efeitos colaterais destes; os pacientes diminuindo o número de cigarros lentamente e sem síndrome de abstinência.



O hábito de fumar é uma doença de comportamento complexo, com muitas variáveis envolvidas e que necessita do desenvolvimento de uma metodologia especial para ser avaliado em pesquisas com medicamentos diluídos e dinamizados. Como em muitos casos o fator predominante no hábito de fumar é a ansiedade, é preciso tratar o paciente em sua totalidade sintomática com um medicamento individualizado, a fim de contornar este obstáculo à eficácia do medicamento isoterápico.



A hipótese de que ação terapêutica da Nicotine diluída e dinamizada pudesse agir no mecanismo de recompensa do cérebro, transformando a sensação de prazer em desprazer, parece ter sido evidenciada em alguns casos. Serão necessárias novas pesquisas para comprovação, incluindo uma amostragem adequada de fumantes calvos, para comprovar a ação da Nicotine tratamento da calvície.



8. Bibliografia



1. BALLONE, G.J. - Drogas e Drogados - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, 2001

2. BASTIDE, M. & BOUDARD, F. – Investigação Científica em Homeopatia. Rev. Port. Farm., 44 (3),1994.

3. BENVENISTE, J. – Probation expérimentale de l’activité des hautes dilutions. Caihers de Biotherapie, nº120, nov.1993.

4. BOIRON, J., ABECASSIS, J., COTTE, J., BERNARD, A.M. – L’Etude de l’action de dilutions hahnemanniennes de chlorure mercurique sur l’index mitotique de cultures de celules animales. Ann. Homeó. Franç., nº3, 1981.

5. BONNIVAR, G. – Les intoxications. Homoe. Franç., V.59, 6: 323-33, 1971.

6. BRIZZI, M., NANI, D., PERUZZI, M., BETTI, L. Statistical analysis of high dilutions of arsenic. British Homeopathic Journal, 89: 63-9, 2000.

7. CAMBAR, J., DESMOULIERE, A., CAL, J.C., GUILLEMAIN, J. – Mise en lence de l’effet protecteur de dilutions homéopathiques de Mercurius corrosivus vis-à-vis de la mortalité au chlorure mercurique chez la souris. Ann. Homeo. Franç., vol. 5, 1983.

8. CARDOSO, F.C.M. – A eficácia da Homeopatia nas intoxicações por metais. Homeopatia Brasileira, vol.1 (3): 130-7, 1994.

9. CARDOSO, F.C.M. - Influência das doses infinitesimais sobre a cinética das eliminações. Hom. Brasileira, 2(1/3): 222-3, 1995.

10. CREMESP-AMB – Usuários de Substâncias Psicoativas – Abordagem, Diagnóstico e Tratamento. Coord. Laranjeira, R. et al. São Paulo, 2002

11. DALLARÉS, J.J. – Analisis doctrinario del valor de la Isopatia y Vacunacion. Rev. Homeopatica (México), 7 (16):5-11, jan.-abr.,1991.

12. FISHER, P., HOUSE, I., BELON, P., TURNER, P. – The influence of the homeopathic remedy Plumbum metallicum on the excretion kinetics of lead ints. Toxicol., 6: 321-24, 1987.

13. HAHNEMANN, S - Organon da arte de curar. Ribeirão Preto, Museu de Homeopatia Abrahão Brickmann, 1995.

14. KOSSAK-ROMANACH, A. Isoterapia pelo petróleo em dermatites desencadeadas por seus derivados. Rev. Homeopatia (São Paulo),(136):19-22, jul.-dez., 1977.

15. MESQUITA JUNIOR, A. - Alergia ao leite de vaca em criança. Rev. Homeopatia (São Paulo), (155): 27-8, out.-dez., 1982.

16. MOREIRA, H.M. et al. – Efeitos do acetato de chumbo diluído e dinamizado no tratamento do saturnismo. Rev. de Homeopatia, (São Paulo); 64 (1-4): 39-44, 1999.

17. PORTO, MEG - Alterações de Propriedades Biológicas e Físico-Químicas da Água Induzidas por Campos Magnéticos, site www.unicamp.org.br, 1998.

18. POTEVIN, B. – Las bases científicas de la Homeopatia. La Homeopatia de México, 14-21, sep./oct.1992.

19. SHELDRAKE, R –Sete experimentos que podem mudar o mundo, São Paulo, Cultrix, 1995.

20. TUCUNDUVA NETO, R.R.C.M. – Da proteção conferida a um organismo contra os efeitos da atropina por doses infinitesimais dessa mesma droga. Rev. Homeopatia (São Paulo), (169): 31-8, abr.-jun. 1986.

21. VISCHNIAC, I. – Influence des doses infinitésimales de plomb sur l’evolution de l’intoxication au plomb chez l’animal. Homoéo. Franç., 53, 21-33, 1965.

22. WURMSER, L. – Influence des doses infinitesimales sur la cinétique des eliminations. Doc. L.H.F., nº39, 1957.












[1] Projeto de Pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP / Hospital São Paulo, nº CEP 0082/04.
[2] Médica Homeopata, autora principal do trabalho, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutoranda do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/UNIFESP.
[3] Médico Homeopata, Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP), doutorando do Departamento de Medicina Preventiva da EPM/UNIFESP.
[4] Farmacêutica homeopata, responsável pela farmacotécnica do isoterápico total.
[5] Farmacêutica homeopata, responsável pela farmacotécnica do isoterápico de Nicotine e pela randomização dos medicamentos utilizados.
[6] Médicos homeopatas, membros do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Homeopatia (NEPH/UNIFESP) e que colaboraram no trabalho.
[7] Nicotina laboratorial francesa, utilizada para preparar o medicamento para a pesquisa.